- Friedrich Merz, chanceler da Alemanha, disse que os Estados Unidos não serão suficientemente poderosos para agir sozinhos na era de grandes potências, ao abrir a Conferência de Segurança de Munique.
- Ele pediu que Washington reconheça a possibilidade de exaurir economicamente a Rússia e chegar a negociações sobre a Ucrânia.
- Merz pediu reparar a confiança transatlântica e reduzir a dependência europeia dos EUA, sem abandonar a OTAN.
- O chanceler mencionou conversas com o presidente francês Emmanuel Macron sobre mísseis nucleares europeus, defendendo que o deterrente seja integrado à capacidade nuclear da OTAN de forma equilibrada.
- O discurso ocorreu em meio a tensões com a política externa de Donald Trump e aos esforços alemães para uma liderança europeia baseada em parcerias, com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, em encontros bilaterais.
O chanceler alemão Friedrich Merz afirmou, em abertura da Conferência de Segurança de Munique, que os Estados Unidos não podem agir sozinhos a partir de agora. Ele disse que o poder americano já atingiu seus limites e que as democracias têm parceiros e aliados, não apenas domínio isolado. A fala ocorreu durante o encontro anual, que reúne líderes globais e autoridades do setor de segurança.
Merz ressaltou que o “ordem internacional baseada em regras” não retorna ao formato anterior e defendeu cooperação transatlântica para preservar a paz. Em inglês, enfatizou que mesmo os EUA não seriam fortes o bastante para agir sozinhos na era de grandes potências, e que a adesão à OTAN é uma vantagem competitiva para ambos.
O dirigente destacou a necessidade de a Europa reduzir a dependência dos EUA e reforçar a defesa própria, sem abandonar a OTAN. Ele mencionou conversas com o presidente francês, Emmanuel Macron, sobre mísseis nucleares europeus e afirmou que estes devem integrar a aliança de forma equilibrada. Merz também mencionou o objetivo de fortalecer um polo europeu soberano dentro da OTAN.
Contexto e desdobramentos
Merz descreveu a guerra na Ucrânia como fator que impulsionou a Europa a recuperar protagonismo na história mundial. O chanceler afirmou que as grandes potências definem regras, aproveitando recursos e cadeias de suprimento. O tom foi de firmeza, sem abandonar a cooperação com Washington.
O encontro também contou com a participação do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em encontro bilateral com Merz. A conferência ocorre em meio a tensões sobre tarifas e domínio de recursos estratégicos, incluindo retórica recente de Washington sobre Greenland.
A galeria de autoridades presentes incluiu líderes europeus, com a previsão de que o tema da cooperação transatlântica permaneça em evidência ao longo do evento. A conferência marca a aproximação entre europeus e norte-americanos para manter a estabilidade regional.
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