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Cerca de 250 mil protestam em Munique contra regime iraniano

Cerca de 250 mil manifestantes em Munique exigem o fim da República Islâmica durante a Conferência de Segurança, com participação de Reza Pahlavi

Protesto em Munique contra o regime iraniano, em 14 de fevereiro de 2026. Foto: Michaela Stache/AFP
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  • Aproximadamente 250 mil pessoas se manifestaram neste sábado em Munique contra o regime iraniano, durante a Conferência de Segurança, que ocorre na cidade.
  • A passeata, com participantes de diferentes países, ocorreu na praça Theresienwiese e pediu a queda da República Islâmica após a repressão aos protestos no Irã no mês passado.
  • Uma iraniana de 34 anos disse que “quando um governo mata seu povo na rua, não é digno de confiança”.
  • Chegou a Munique o filho do último xá, Reza Pahlavi, que pediu ajuda ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para apoiar o povo iraniano.
  • Pahlavi, de 65 anos, afirmou estar pronto para conduzir uma transição no Irã; muitos manifestantes exibiam a bandeira com o leão e o sol, símbolo da antiga monarquia.

Cerca de 250 mil pessoas se reuniram neste sábado em Munique para protestar contra o regime iraniano. O ato ocorreu na praça Theresienwiese, durante a Conferência de Segurança, que recebe líderes mundiais até este domingo. A mobilização exige a queda da República Islâmica após a repressão violenta dos protestos no Irã no mês passado.

Participantes viajaram de diferentes partes da Europa para apoiar o movimento, que busca apoio internacional para a crise interna no Irã. Os manifestantes carregavam bandeiras iranianas com símbolos da era pré-revolucionária, reforçando a pauta de mudança política no país.

Desdobramentos e intervenientes

É possível identificar a participação de figuras associadas à oposição ao regime, entre elas o filho do último xá do Irã, Reza Pahlavi, que compareceu ao ato em Munique. Pahlavi apareceu diante do público para defender a adoção de uma transição política no Irã, manifestando apoio ao movimento e à busca de maior envolvimento externo para pressionar mudanças.

Entre os participantes, também estiveram iranianos que vivem na Alemanha e que participam da mobilização para exigir mudanças no governo. Os relatos dos presentes mencionam apoio à ideia de retorno a um regime monárquico como uma hipótese para o país, embora a relevância disso varie entre os participantes.

A visão predominante entre os organizadores e parte do público é a de que a repressão aos protestos no Irã motivou a mobilização e reforçou a demanda por responsabilização do governo, bem como por reformas políticas profundas. Muitos presentes afirmam que o movimento recebeu impulso de eventos recentes no país.

A circulação de símbolos históricos, como a bandeira com o leão e o sol, é citada como parte da identidade de um setor do movimento, que associa a herança histórica iraniana a uma opção de futuro político. A participação de imigrantes e de pessoas que viajaram de outros países europeus também é destacada para entender o alcance da manifestação.

Contexto e próximos passos

Especialistas ressaltam que a Conferência de Segurança, palco do protesto, reúne dirigentes globais e pode ampliar a atenção internacional sobre a situação no Irã. As autoridades locais não indicam alteração no planejamento do evento, que continua até o fim do dia. A organização do protesto enfatiza que a mobilização não busca agressão, mas pressionar por mudanças.

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