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Cúpula da União Africana sob a rivalidade Saudita-Emirados no Chifre da África

Rivalidade entre Arábia Saudita e Emirados Árabes contamina o Chifre da África, pressionando líderes a evitar escolher lados na cúpula da União Africana

African Union member states Heads of State gather at the headquarters for the Annual Summit in Addis Ababa
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  • A cúpula da União Africana ficou ofuscada pela rivalidade entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos no Chifre da África, com líderes buscando não tomar lados.
  • Os Emirados têm ampliado sua influência na região com investimentos bilionários, diplomacia robusta e apoio militar discreto em Sudão, Somália, Etiópia, Eritreia e Djibuti.
  • A Arábia Saudita, por sua vez, busca alianças com Egito, Turquia e Catar, tentando conter a influência dos Emirados na região.
  • Os conflitos locais, como no Sudão, Somália e Líbia, passam a ser influenciados pela rivalidade entre os dois países, levando atores regionais a escolherem lados.
  • Casos recentes citados incluem a Somália rompendo relações com Abu Dhabi; a Etiópia abriga uma base associada ao recrutamento de fighters da RSF; e tensões entre Etiópia e Eritreia.

A cúpula da União African­a (AU) deste fim de semana é ofuscada pela rivalidade entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, segundo nine diplomatas e especialistas. O encontro acontece em meio a tensões no Chifre da África, com líderes tentando evitar escolher lados em disputas no Golfo. A disputa começou na região do Iêmen e se expandiu para conflitos na Somália, Sudão e entre Etiópia e Eritreia, além de questionamentos sobre a situação na Líbia.

Analistas dizem que a influência dos Emirados no Chifre, com investimentos multimilionários e apoio diplomático e militar discreto, contrasta com um papel mais discreto da Arábia Saudita, que busca alianças regionais com Egito, Turquia e Qatar. A complexa teia regional incentiva estados e potências locais a definirem posicionamentos diante de uma competição entre potências do Golfo.

Percepções divergentes sobre o impacto desse encadeamento aparecem entre especialistas. Alguns veem o apoio dos Emirados fortalecendo estados contra extremistas; outros apontam que a intervenção pode alimentar conflitos e favorecer regimes autoritários. A mobilização envolve atores como Etiópia, Djibuti, Eritreia e Su­dan, com consequências para a estabilidade regional.

Arena de influências no Chifre da África

Somália deixou de manter ligações com Abu Dhabi após acusações de influência sobre o reconhecimento internacional de Somaliland. Mogadíscio assinou acordos de defesa com o Catar, enquanto a Turquia enviou jatos de combate para a capital. Eritreia e Etiópia viveram tensões acentuadas, com sinais de apoio saudita a Eritreia.

Ao passo que Riyadh e Abu Dhabi apoiam lados opostos no conflito sudanês, questões logísticas e militares aparecem como pontos centrais. O Egito tem utilizado drones de fabricação turca contra o RSF, elevando o nível de envolvimento regional. Efetivos etíopes estariam recebendo suporte da UAE em bases no oeste do país.

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