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Ex-ministro francês Jack Lang ligado a Epstein por relação e negócios

Ex-ministro francês Jack Lang renuncia por vínculos com Epstein; revelações alimentam dúvidas sobre ligações entre política e poder na França

El exministro de Cultura, Jack Lang, en una imagen de octubre de 2021.
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  • O ex-ministro francês da Cultura, Jack Lang, renunciou à direção do Instituto do Mundo Árabe por seus vínculos com Jeffrey Epstein e com a filha Caroline Lang.
  • Documentos do caso Epstein mostram que ele propôs a criação de uma sociedade offshore envolvendo Lang e a filha, com financiamento de 20 milhões de dólares para comprar obras de arte e repartir lucros.
  • Caroline Lang participou da offshore Prytanee LLC, criada em 2016, com Lang listado em seus estatutos; relatos indicam troca de favores e presentes entre Lang e Epstein.
  • Além de Lang, o diplomata Fabrice Aidan, já investigado pelo FBI por consulta a imagens de pornografia infantil, aparece entre os envolvidos nos papéis de Epstein.
  • A investigação na França envolve possível lavagem de dinheiro e fraude fiscal; o presidente Emmanuel Macron disse que a justiça americana deve fazê-lo de forma independente, sem se deixar levar por teorias conspiratórias.

O ex-ministro francês de Cultura Jack Lang renunciou ao cargo de presidente do Instituto do Mundo Árabe por vínculos com Jeffrey Epstein. A mudança ocorre após divulgação de novos documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. O episódio envolve ainda a filha de Lang.

As informações destacam que Lang, 86 anos, era figura central do antigo “mandarim” da era Mitterrand, ligado a Epstein por meio de negócios e presentes. Lang também foi responsável por reformas culturais de peso, como a Festa da Música. A renúncia foi anunciada no fim de semana.

A filha Caroline Lang aparece em vínculos com Epstein, incluindo uma sociedade offshore cofundada em 2016. O testamento do financiador indica benefício financeiro a ela. A relação entre Lang e Epstein se conecta a encontros em Paris e a participação de Caroline em estruturas criadas com o milionário.

A investigação em curso envolve a Procuradoria de Paris, que analisa possível lavagem de dinheiro e fraude fiscal. As revelações indicam que Epstein interiorizou redes influentes no setor público e cultural. Macron pediu que a justiça estadounidense siga seu curso.

Segundo documentos, Epstein sugeriu a Lang a criação de uma sociedade conjunta para financiar compras de arte e lucro compartilhado. O plano previa aporte de 20 milhões de dólares para aquisição e revenda de obras, com ganho dividido igualmente entre Epstein e a família Lang.

A imprensa francesa cita que a relação teria começado em 2012, num encontro com figuras da alta sociedade em Paris. Lang e Caroline teriam mantido relação próxima com Epstein em viagens e visitas a museus, com o empresário presente em eventos culturais na capital.

O caso aumentou a pressão sobre autoridades francesas, que já acompanham investigações sobre o uso de recursos e possíveis conflitos de interesse. Macron reforçou a necessidade de apuração independente, destacando que a justiça deve agir sem pressões políticas.

Contexto e perspectivas

As investigações ainda não concluídas buscarão esclarecer a extensão dos vínculos entre Lang, sua filha e Epstein. Autores e veículos têm destacado a importância de apuração rigorosa para evitar percepções de benefício próprio. A Justiça continua analisando documentos e depoimentos.

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