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Lindsey Graham diz que a Rússia não leva a sério o acordo de paz

Graham afirma que a Rússia não está séria sobre um acordo neste momento; defende acelerar envio de Tomahawk a Ucrânia como alavanca nas negociações em Genebra

Lindsey Graham, dressed in a navy blue suit jacket and light blue dress shirt, speaks while seated in a chair facing Christiane Amanpour, whose hair and shoulder are seen in the side of the frame.
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  • O senador Lindsey Graham disse, na Munich Security Conference, que não acredita que a Rússia esteja levando a sério um acordo de paz agora, pois pensa que pode vencer militarmente no Donbas.
  • Ele sugeriu abrir “um caminho de saída” em breve e informou que defende enviar treinamento de mísseis Tomahawk para a Ucrânia, além de avançar com o projeto de sanções contra a Rússia.
  • Graham entende que a Rússia tende a obter o Donbas aos poucos, em dois a três anos, o que justificaria pressionar Moscou com mais medidas econômicas e apoio militar.
  • A Ucrânia, liderada pelo presidente Volodymyr Zelensky, participa de novas rodadas de negociações previstas para a próxima semana em Genebra, com EUA, Rússia e Ucrânia.
  • Zelensky reclamou que, com frequência, a pressão por concessões parte dos Estados Unidos, e destacou a necessidade de propostas equilibradas nas conversações trilaterais.

O senador republicano Lindsey Graham afirmou que não acredita que a Rússia esteja levando a sério um acordo de paz com a Ucrânia. A declaração ocorreu durante a Munich Security Conference, na Alemanha, em resposta a perguntas sobre a posição do ex-presidente Donald Trump. Graham disse que, até que Moscow demonstre seriedade, a guerra pode continuar no leste da Ucrânia.

Segundo Graham, a Rússia ainda prioriza avanços militares no Donbas, o que, na visão dele, impede um acordo neste momento. Ele sugeriu abrir um caminho de saída próximo, enquanto aumenta o apoio militar de Washington a Kyiv, como o envio de mísseis Tomahawk, caso a Rússia não demonstre disposição de negociar.

Segundo o senador, impor sanções adicionais à Rússia seria uma forma de ganhar alavancagem. Ele afirmou que acredita que a Rússia poderá fechar um acordo no futuro, mas não nas condições atuais, por acreditar que o Kremlin pretende obter o Donbas aos poucos ao longo de anos.

Pontos-chave sobre as negociações

A região do Donbas, formada por Luhansk e Donetsk, tem sido alvo das ações russas desde 2014, com uma invasão plena em 2022. A Rússia busca que a Ucrânia ceda controle da região como parte de um acordo de paz, posição rejeitada por Kyiv.

Dados indicam que a Rússia domina cerca de 88% do Donbas. Em Donetsk, ainda há parcela sob controle ucraniano, estimada entre 20% e 30%. A importância estratégica dessa área reside na capacidade de deter avanços russos no restante do país.

Próximas negociações e declarações

Análoga à mesa de negociações, Rússia, Ucrânia e Estados Unidos devem se reunir em Genebra na próxima semana. Zelensky criticou, no evento, que a parte ucraniana esteja assumindo concessões, destacando que os EUA costumam tratar de concessões também para a Rússia.

Zelensky afirmou que as conversas trilaterais devem avançar de forma séria e útil, rejeitando a ideia de que apenas a Ucrânia ceda em negociações. O presidente ucraniano manifestou expectativa de que as negociações tragam resultados concretos para todas as partes envolvidas.

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