- Merz e Macron, em Munique, defenderam a democracia europeia e responderam aos ataques do vice‑presidente dos EUA, J. D. Vance, feitos no ano anterior.
- Macron afirmou que é hora de uma Europa forte; Merz reconheceu a “brecha” entre EUA e Europa, destacando que a guerra cultural do movimento MAGA não é a nossa.
- Os dois anunciaram estudos sobre dissuasão nuclear europeia, com a ideia de manter a iniciativa dentro da OTAN; Merz informou ter iniciado conversas com Macron.
- Ambos ressaltaram a necessidade de um reequilíbrio na relação transatlântica, mesmo diante de divergências sobre dívida comum, diálogo com Putin e outros temas europeus.
- Sobre o FCAS e outras questões, as posições divergem entre França e Alemanha, com a França defendendo continuidade e emissão de eurobonds, enquanto a Alemanha mostra mais cautela.
Merz e Macron encerraram a primeira rodada da Conferência de Segurança em Munique reiterando defesa da democracia europeia frente aos ataques do trumpismo, lembrando o discurso de J. D. Vance de 2025. A mensagem foi de união entre Alemanha e França.
Os dois líderes destacaram que a Europa não pode agir sozinha frente a potências globais. Merz reconheceu a existência de uma brecha entre EUA e Europa, acrescentando que a liberdade de expressão tem limites quando fere a dignidade humana e a Lei Fundamental. Macron pediu aprofundar a cooperação com Washington sem abrir mão da autonomia europeia.
Em Munique, Macron enfatizou ainda a necessidade de regular a regulação para preservar a integridade da democracia europeia, destacando que liberdade de expressão exige responsabilidade. Merz defendeu uma Europa forte como parceira de EUA e sugeriu que a Aliança Atlântica precisa de ajustes, sem romper com a relação transatlântica.
Proteção nuclear
Merz anunciou o início de conversas com Macron sobre uma dissuasão nuclear europeia, mantendo o instrumento dentro da OTAN. Macron descreveu a ideia como alinhada ao interesse europeu, citando a visão histórica de Charles de Gaulle sobre a defesa do continente.
A aproximação franco-alemã não eliminou divergências existentes. Francia apoia emissão de eurobonos e diálogo com Moscou, já Alemanha mostra relutância. Entre outros temas, houve tensão sobre FCAS, com Macron defendendo continuidade e Merz mostrando cautela.
O tom foi de reposicionamento estratégico da UE, buscando fortalecer a Europa diante de pressões externas. Participantes destacaram que questões como dívida pública, investimentos militares e diálogo com Rússia ainda geram diferenças, mas não romperam o eixo franco-alemão.
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