- Ataques russos à infraestrutura energética atingiram o sistema de aquecimento central soviético, em que muitos blocos dependem de uma única usina; um só ataque pode deixar aquecidos bairros inteiros.
- Kiev tem sido alvo principal, com cerca de 3,5 mil edifícios sem aquecimento e cortes de energia de três a quatro horas diárias.
- O país enfrenta o inverno mais frio do conflito, com temperaturas extremas e médias diárias abaixo de zero; em 2 de fevereiro, a temperatura em Kiev chegou a −20,7°C.
- Em Odessa, quase 300 mil pessoas ficaram sem energia e água; em Dnipro, mais de dez mil consumidores ficaram sem aquecimento.
- A União Europeia anunciou 447 geradores de emergência; autoridades alertam que sistemas de reserva podem falhar em novas quedas de energia.
O sistema de aquecimento central de origem soviética deixa a Ucrânia vulnerável a ataques russos. Nesta semana, ataques continuados atingiram usinas de energia térmica e subestações, deixando bairros inteiros sem calor e calor.
O país enfrenta o inverno mais intenso da guerra até agora. Em Kyiv, mais de 3.5 mil edifícios residenciais ficaram sem aquecimento devido aos bombardeios. A cidade também sofre com longos apagões de eletricidade, que chegam a quatro horas diárias.
O dano ao parque de aquecimento está ligado a blocos habitacionais construídos com painéis de concreto, conhecidos como panelki. Esses edifícios dependem de aquecimento central para centenas de famílias por meio de redes de tubulações.
Onde e quando ocorreram os impactos
As ofensivas focaram principalmente Kyiv, mas outras cidades também registraram prejuízos significativos. Em Kyiv, o frio extremo persiste, com temperaturas perto de -20 C em fevereiro. A cidade registrou quedas de energia e interrupções no serviço de água.
Em Odesa, quase 300 mil pessoas ficaram sem luz e água após ataque russo recente. Em Dnipro, mais de 10 mil consumidores ficaram sem aquecimento, segundo o vice-primeiro-ministro Oleksiy Kuleba.
Consequências humanitárias e respostas
A União Europeia anunciou a disponibilização de 447 geradores de emergência para ajudar a manter serviços básicos. Autoridades locais implementaram pontos de aceso a abrigo e calor para a população vulnerável, diante de cortes de energia prolongados.
A infraestrutura de aquecimento, ao depender de centrais térmicas que também geram eletricidade, fica especialmente exposta a interrupções. Com a continuidade dos ataques, moradores enfrentam frio extremo e riscos à saúde, sem garantia de aquecimento estável.
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