- Zelenskyy chamou Vladimir Putin de “ escravo da guerra” durante discurso na Munich Security Conference e disse que ataques russos atingiram todas as usinas do país.
- O presidente ucraniano pediu garantias de segurança por, no mínimo, vinte anos dos Estados Unidos antes de qualquer acordo de paz, além de pedir data clara para a Ucrânia entrar na União Europeia.
- Em fala anterior, disse que “nenhum de nosso povo escolheu ser herói” e alertou que um acordo incompleto com a Rússia seria ilusório e permitiria novos ataques.
- Kiev terá novas negociações com a Rússia e os EUA na próxima semana; o Kremlin informou que as conversas acontecerão terça e quarta-feira.
- Dois ataques com drones deixaram vítimas: uma pessoa morreu em Odesa, na Ucrânia, e outra na região de Bryansk, na Rússia.
Volodymyr Zelenskiy denunciou Vladimir Putin como um escravo da guerra em fala na Conferência de Segurança de Munique neste fim de semana, ressaltando que ataques russos devastaram todas as usinas de energia do país. O presidente ucraniano citou a proximidade do quarto aniversário da invasão russa e afirmou que Kiev busca encerrar o conflito por meio de negociações mediadas pelos EUA.
Zelenskiy ressaltou que a Ucrânia exige garantias de segurança por, no mínimo, 20 anos antes de selar qualquer acordo de paz com dignidade. Em Munique, ele pediu também uma data clara para a adesão da Ucrânia à União Europeia. Falas anteriores indicaram que as conversas com a Rússia e os EUA ocorrem na próxima semana.
Ele ainda afirmou que nenhum cidadão ucraniano escolheu ser herói, pediu que a Europa se posicione contra a Rússia e alertou que acordos incompletos seriam ilusórios e não impediriam novos ataques. Em Munique, o presidente discursou antes de encontros bilaterais com autoridades americanas.
Na agenda, Zelenskiy manteve conversas bilaterais com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e telefonou para emissores do governo americano. Rubio descreveu a parceria com a Europa como essencial para a defesa comum, em tom de reafirmação.
Confrontos diplomáticos e ataques
O premiê britânico, Keir Starmer, destacou a necessidade de um relacionamento de defesa mais estreito entre Reino Unido e Europa para fortalecer a segurança coletiva. Ele afirmou que o Reino Unido não é mais o país da era do Brexit e que a defesa europeia precisa avançar.
O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, afirmou que a aliança enfrenta perdas significativas para a Rússia, com relatos de baixas nas últimas semanas. Ele enfatizou a resistência da Otan e a importância de manter a coesão entre os aliados.
A violência também voltou a aumentar com ataques de drones. Um drone atingiu um prédio residencial em Odesa, causando a morte de uma mulher idosa. Em Bryansk, na Rússia, outro drone matou um civil em um veículo, segundo autoridades locais.
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