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Fábrica de munição no País de Gales é essencial para estoques, ainda não abriu

Fábrica de munições em Glascoed, País de Gales, permanece sem inaugurar após seis meses, atrasando a expansão da produção para as Forças e Ucrânia

A Ukrainian soldier near a frontline in the Zaporizhzhia region carries a 155mm artillery shell. One defence analyst described the munition as the ‘bedrock of all armies when they go into war’.
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  • A fábrica de explosivos em Glascoed, no sul do País de Gales, ainda não abriu mais de seis meses após a data prevista de lançamento.
  • A instalação deveria aumentar em até quatorze a capacidade de produzir projéteis de 155 mm, elevando os estoques britânicos e o abastecimento à Ucrânia.
  • A demora é atribuída pela BAE Systems a uma decisão tomada durante a construção, em 2025, de dobrar a capacidade de produção.
  • O complexo de Glascoed ocupa cerca de 405 hectares e, embora utilize automação, não deve gerar muitos empregos adicionais; o material é cheio na unidade de Washington, no nordeste da Inglaterra.
  • o governo afirma que o Glascoed não compromete o suporte à Ucrânia e informa planos para mais seis novas fábricas de munições, sem detalhar locais.

A fábrica de munição em Glascoed, no sul de Gales, permanece sem abrir mais de seis meses após o lançamento programado. A instalação visa ampliar a capacidade britânica de produzir projéteis de artilharia, com impacto direto na reposição de estoques e no fornecimento à Ucrânia. A conclusão das obras foi adiada, levando a críticas sobre o ritmo de investimento em defesa.

A unidade faz parte de um complexo de munição que existe no local desde a década de 1940 e é de propriedade da BAE Systems, maior fabricante de armamentos da Europa. A operação envolve ainda o envio de componentes para serem preenchidos com explosivos na própria Glascoed, enquanto outras etapas são realizadas em Washington, no nordeste da Inglaterra.

Atrasos e mudanças de planejamento estenderam o cronograma. A BAE informou que a decisão tomada em 2025, durante a construção, de dobrar a capacidade de produção impactou o calendário. O objetivo é elevar a produção anual de projéteis de 155 mm em até 16 vezes, comparando com 2023.

Capacidade e contexto estratégico

Segundo a empresa, Glascoed pretende aumentar drasticamente a produção de projéteis de 155 mm, com a previsão de chegar a cerca de 80 mil unidades por ano, diante de 3 mil a 5 mil atualmente. Em comparação, fabricantes europeus já anunciaram planos de expansão significativos. A demonstração de atrasos coincide com debates sobre o ritmo de investimentos em defesa no Reino Unido.

Analistas ouvidos pela matéria destacam que os estoques de munição são cruciais para operações e para possíveis reforços em território europeu, especialmente diante de tensões regionais. A interrupção no cronograma reduz, por ora, a capacidade de resposta de curto prazo das forças britânicas.

A agência governamental responsável afirmou que não comenta especulações sobre estoques e ressaltou que o governo vem ampliando o investimento em defesa para aumentar a produção interna. Em nota, foi enfatizado que o Glascoed não afeta o apoio a Ucrânia nem as entregas já previstas por outros sistemas da cadeia de suprimentos.

Perspectivas e próximos passos

A unidade de Glascoed é parte de um portfólio de investimentos em munitions de cerca de 150 milhões de libras, que inclui outras instalações em Washington e Radway Green. A expectativa de reabertura permanece, mas sem data definida. A empresa não informou quando pretende retomar ou finalizar a fase de testes e validação.

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