- Japão evitou recessão técnica, com crescimento de 0,1% no quarto trimestre (outubro-dezembro), abaixo da previsão de 0,4%.
- A alta veio principalmente do consumo privado; exportações e gasto público mostraram desempenho fraco.
- A economia segue fragilizada por guerra comercial dos EUA e tensões entre Beijing e Tóquio, além de turismo chinês em queda.
- A primeira-ministra Sanae Takaichi, eleita com promessas de políticas fiscais responsáveis e pró-ativas, deve se reunir com o governador do Banco do Japão, Kazuo Ueda, pela primeira vez desde a eleição.
- Em novembro, Takaichi divulgou um pacote de estímulo de ¥ 21,3 trilhões; novas medidas podem ser necessárias para sustentar o crescimento.
Japan evita recessão com fraca recuperação de crescimento
O Produto Interno Bruto do Japão avançou apenas 0,1% no quarto trimestre de 2023, segundo o Ministério do Gabinete. O resultado ficou abaixo da expectativa de 0,4% e encerra dois trimestres sem crescimento, evitando tecnicamente uma recessão.
A expansão foi puxada pelo consumo privado, enquanto as exportações e o gasto público foram fracos. O desempenho destaca a necessidade de ações contundentes do novo governo para estimular a economia.
Fatos recentes e atuação do governo
A vitória esmagadora de Sanae Takaichi nas eleições de novembro gerou expectativa de políticas fiscais mais responsáveis e pró-crescimento. Takaichi planeja medidas de estímulo para dinamizar a atividade econômica.
Takaichi também teve a primeira reunião bilateral com o governador do Banco do Japão, Kazuo Ueda, desde a eleição. A agenda incluiu discutir estratégias para manter a inflação sob controle e incentivar investimentos.
No mês passado, Takaichi apresentou um pacote de estímulo de cerca de ¥21,3 trilhões (aproximadamente £100 bilhões) para sustentar o crescimento e proteger famílias diante do aumento do custo de vida. Novas medidas podem ser consideradas conforme a avaliação da economia.
Cenário externo e impactos
Analistas atribuem parte da fraqueza a fatores externos, incluindo a guerra comercial entre os EUA e países asiáticos, que elevou tarifas sobre produtos japoneses. Além disso, tensões entre China e Taiwan reduziram o turismo chinês ao Japão.
Esses elementos, combinados à demanda externa, limitam o impulso de recuperação, mesmo com o consumo interno mantendo alguma força. A atenção permanece sobre as próximas avaliações de dados e decisões políticas.
Agenda de próximos dias
- 10h GMT: dados de produção industrial da zona do euro são divulgados.
- 14h GMT: reunião dos ministros de Finanças da zona do euro (Eurogroup).
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