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Congressistas cobram responsabilidade por palestino-americano detido em Israel

Quinze membros do Congresso encaminham carta a Marco Rubio pedindo responsabilização por supostos abusos contra Mohammed Ibrahim, detido nove meses em Israel

Mohammed Ibrahim.
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  • Quinze membros do Congresso enviaram carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, solicitando apuração sobre o tratamento de Mohammed Ibrahim, palestino-americano detido por nove meses em Israel.
  • A correspondência, liderada pelo senador Peter Welch, questiona se houve reunião com Ibrahim desde a libertação e se os EUA pediram uma investigação imparcial sobre o caso e sobre detidos palestinos.
  • Mohammed tinha quinze anos quando foi preso em fevereiro de 2025; foi liberado em 27 de novembro após admitir culpa em acordo com pena suspensa.
  • Ibrahim relatou que, junto com outros menores, foi alvo de agressões, spray de pimenta, recebeu alimentação inadequada e teve acesso médico limitado durante a detenção.
  • A carta cita a morte de Walid Ahmad, 17 anos, colega de cela, com indícios de desnutrição e maus-tratos, e cobra responsabilização de responsáveis. O Departamento de Estado ainda não respondeu ao pedido de comentário.

O que aconteceu: quinze membros do Congresso enviaram uma carta ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, para cobrar respostas sobre a detenção de Mohammed Ibrahim, adolescente palestino-americano, que ficou nove meses sob custódia israelense. O caso envolve uma residência na Cisjordânia, em fevereiro de 2025, e a volta à família em novembro, após uma confissão que resultou em pena suspensa.

Quem está envolvido: Mohammed Ibrahim, residente na Flórida, foi preso aos 15 anos durante uma operação militar na casa da família. A carta é liderada pelo senador Peter Welch e tem assinaturas de 14 parlamentares adicionais, entre senadores e representantes.

Quando e onde: a detenção começou em fevereiro de 2025 na Cisjordânia ocupada e terminou em 27 de novembro de 2025, com a prisão seguida de internação hospitalar. A correspondência foi tornada pública ao Guardian, citando a data de 16 de fevereiro.

Por que: o documento questiona o que o governo americano fez para tratar abusos relatados durante a detenção, incluindo relatos de maus-tratos, alimentação inadequada e acesso limitado a cuidados médicos. Os parlamentares pedem apuração objetiva e responsabilização, se comprovada.

Detalhes da carta e perguntas aos EUA

A carta pede três informações ao secretário Rubio: se autoridades consulares tiveram encontro com Mohammed após a libertação; se Washington solicitou investigação imparcial a Israel; e se houve responsabilização de militares ou responsáveis prisionais. Ela também cita uma resposta anterior considerada insatisfatória pela comitiva.

Contexto e desdobramentos

O caso ganhou atenção após a divulgação do Guardian em julho de 2025. Em agosto, mais de 100 organizações de direitos humanos e de sociedade civil pediram a libertação de Mohammed, e o Departamento de Estado designou um oficial de caso em setembro. A família descreveu contato quase inexistente com o adolescente durante o cárcere.

Observações adicionais

O relatório também menciona a morte de Walid Ahmad, 17 anos, que dividia cela com Mohammed e não foi indiciado. A autópsia relatada aponta sinais de desnutrição prolongada, inflamação não tratada e traumas, além de lesões de sarampo. O Departamento de Estado não comentou o pedido de entrevista com Mohammed nem as investigações propostas.

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