- O opositor bielorrusso Mikola Statkevich foi libertado após sofrer um derrame enquanto estava detido, diz a líder exilada Sviatlana Tsikhanouskaya.
- Statkevich estava entre 52 prisioneiros liberados em setembro de 2025, após recurso do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; todos foram levados à fronteira com a Lituânia, mas ele não cruzou.
- Tsikhanouskaya informou que ele poderá se recuperar e que mal conseguia falar após o derrame.
- Aos sessenta e nove anos, Statkevich concorreu contra Aleksandr Lukashenko nas eleições de 2010; foi preso em maio de 2020 e condenado, em 2021, a quatorze anos de prisão em regime de segurança máxima por “organizar tumultos”.
- A líder exilada publicou nas redes sociais uma foto dele com a esposa, que o esperava havia muito tempo.
Mikola Statkevich, político de oposição na Bielo-Rússia, foi libertado após ter sofrido um derrame enquanto estava detido. A informação foi divulgada pela exilada líder da oposição, Sviatlana Tsikhanouskaya, nesta quinta-feira.
Statkevich, de 69 anos, havia sido preso em 2020 e, em 2021, recebeu uma pena de 14 anos em prisão de alta segurança sob acusações relacionadas à organização de motins. Em setembro de 2025, ele foi liberado junto com outros 51 presos, em resposta a um apelo do então presidente dos EUA, Donald Trump, para que fossem levados à fronteira com a Lituânia. Ele foi o único a recusar cruzar a fronteira.
Condição de saúde e libertação
Tsikhanouskaya informou que Statkevich sofreu um derrame durante a detenção e que, após a libertação, pode apenas falar com dificuldade. Ela publicou a informação em X, acrescentando que ele pôde reencontrar a esposa, que o aguardava há muito tempo.
Statkevich foi um dos candidatos a disputar a presidência em 2010 contra Aleksandr Lukashenko. O episódio de 2025, que envolveu a libertação de prisioneiros, foi marcado por pressões internacionais e discussões sobre liberalização política no país.
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