- Israel mantém 22 libaneses capturados no Libano desde o início da trégua com o Hezbollah; há 42 pessoas desaparecidas sem confirmação de vida.
- Autoridades israelenses impedem a visita da Cruz Vermelha aos detidos, violando direito internacional; entre os capturados está um capitão de barco capturado antes da trégua.
- A ONU aponta que mais de 130 civis não combatentes foram mortos durante o período de cessar fogo; novos ataques deixaram mortos no sul do Líbano.
- Houve incursões e sequestros em território libanês: invasão a Hebariya e o sequestro de Atwi Atwi, com a confirmação de atuação de grupos ligados a Israel e Hezbollah.
- Organizações destacam que prender pessoas para pressionar terceiros é crime de tomada de rehenes; famílias pressionam o governo libanês e a comunidade internacional pela liberação e informações.
Israel manteve na prisão a força 22 libaneses desde o início do cessar-fogo com Hezbollah, segundo fontes independentes. A detenção ocorre mesmo com a trégua vigente e sem visitas da Cruz Vermelha às pessoas capturadas.
Ao menos 42 libaneses continuam desaparecidos após o início do intervalo de hostilidades. Autoridades israelenses impedem o acesso de organizações humanitárias aos detidos, dificultando o esclarecimento sobre o estado de saúde e a localização de cada um.
Fatmeh Karaki, em relato ao jornal libanês L’Orient Today, descreve o dia em que tentou retornar a Markaba, na fronteira com Israel. Segundo o testemunho, forças israelenses atiraram durante o deslocamento de civis que buscavam regressar às suas casas.
Hussein Karaki, irmão de Fatmeh, tem 36 anos e está entre os 11 libaneses capturados em território libanês após o início do cessar-fogo, em novembro de 2024. Há relatos de que alguns familiares solicitaram atendimento médico para os detidos sem conseguir contato com eles.
Do lado de Israel, o exército afirma ter seguido a prática de prender pessoas associadas ao Hezbollah em operações durante o retorno de civis às áreas fronteiriças. Em janeiro, houve ataques que resultaram em mortes de civis libaneses que tentavam retornar aos seus municípios.
A ONU aponta que o conflito provocou a morte de mais de 130 civis não combatentes durante a trégua, com novas mortes registradas na região sul. Entre as vítimas estão indivíduos que eram vistos como vinculados ao Hezbollah, segundo autoridades locais.
Paralelamente, houve uma incursão militar em Hebariya, município libanês próximo à fronteira, com relatos de sequestração de um morador. O Hezbollah informou que o representante local foi levado, ao que o exército israelense respondeu atribuindo ações a organizações terroristas.
Segundo a análise de especialistas, as prisões ocorridas desde o início do conflito somam 22 casos confirmados. Além disso, há 42 desaparecidos cuja situação permanece incerta, segundo observadores legais. A organização Legal Agenda soma dados sobre capturas ocorridas durante combates e períodos de confronto.
O estado de direito e o direito internacional são centrais no debate. Organizações de direitos humanos destacam que a detenção de pessoas para pressionar terceiros configura risco de violação de normas internacionais. Autoridades libanesas pressionam pela divulgação de informações e pela garantia de direitos básicos aos detidos.
Há relatos de tentativas de diálogo entre famílias afetadas e representantes libaneses para pressionar o governo e a comunidade internacional. O objetivo é obter a libertação ou, ao menos, informações formais sobre o estado de cada pessoa detida.
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