- Trump inaugura o “Conselho de Paz” em Washington, centrado em Gaza, com quase 20 líderes presentes; a ausência de dirigentes europeus chama atenção.
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não confirmou nem rejeitou o convite, mas defendeu que o conselho se limite a Gaza e mencionou um possível assento para a Palestina.
- A gestão do cessar-fogo, negociada com Catar e Egito, entra na segunda fase, com foco no desarmamento do Hamas.
- Espera-se que o encontro anuncie investimentos de mais de 5 bilhões de dólares para Gaza e analise a criação da Força Internacional de Estabilização; a Indonésia disse estar pronta para enviar até 8 mil militares, se confirmada a força.
- Entre os convidados estão o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, o premier paquistanês, Shehbaz Sharif, e o presidente indonésio, Prabowo Subianto; o Japão ainda não decidiu se aderirá.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reúne aliados nesta quinta-feira, 19, para inaugurar o “Conselho de Paz”, uma nova instituição voltada a avanços na Faixa de Gaza, com ambições que vão além do conflito local. A cerimônia ocorre em Washington e marca o lançamento da estrutura que pode concorrer com a ONU em determinados temas.
Quase 20 líderes mundiais devem participar, incluindo Javier Milei, da Argentina. A ausência de dirigentes europeus é observada, já que tradicionalmente eles participam de iniciativas dos EUA. Lula, presidente do Brasil, não confirmou nem rejeitou o convite, mas informou que o conselho deveria se limitar a Gaza e já manifestou apoio a um assento para a Palestina.
O Conselho foi criado após um cessar-fogo negociado, em outubro, por Washington em parceria com o Catar e o Egito, para encerrar dois anos de guerra na Gaza. A segunda fase do plano, segundo a Casa Branca, foca no desarmamento do Hamas, grupo armado palestino responsável pela ofensiva iniciada em 7 de outubro de 2023.
Promessas de investimentos
Espera-se que Trump anuncie aportes superiores a 5 bilhões de dólares para Gaza, com a proposta de transformar o território em área de complexos turísticos. Também será discutida a criação da Força Internacional de Estabilização, destinada a manter a segurança local.
Indonésia é vista como ator-chave, já que afirmou disponibilidade para enviar até 8 mil militares caso a força seja criada. Autoridades Americanas e o negociador de Trump para Oriente Médio, Steve Witkoff, garantem que avanços são reais e que o Hamas vem sendo pressionado a desarmar.
Contexto regional
Israel mantém restrições consideradas necessárias para sua segurança, com o governo enfatizando a necessidade de eliminar armas como a AK-47. Netanyahu participa da discussão representado pelo ministro das Relações Exteriores. Um comitê tecnocrático, liderado por Ali Shaath, gerencia a governança cotidiana de Gaza.
A expectativa é de que o Conselho de Paz tenha um papel além de Gaza, ainda que o foco inicial seja o território palestino. O porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, afirmou que o conselho deveria exigir o fim das violações do cessar-fogo e o fim do cerco a Gaza.
Aliados e participação
Entre os participantes estão Viktor Orbán, primeiro-ministro húngaro; Shehbaz Sharif, primeiro-ministro do Paquistão; e Prabowo Subianto, presidente da Indonésia. O Japão ainda não confirmou adesão, mas enviará um representante para tratar de Gaza.
O Instituto da Paz dos Estados Unidos, onde ocorre a cerimônia, foi rebatizado por Trump com o próprio nome. Segundo a Casa Branca, Trump manterá poder de veto sobre o conselho e pode liderar mesmo após deixar o cargo. Membros permanentes devem contribuir com pelo menos 1 bilhão de dólares.
Fontes: AFP
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