- O Supremo dos Estados Unidos decidiu, por seis votos a três, que os aranceles recíprocos aprovados em 2 de abril são inconstitucionais.
- A Corte informou que a Lei de Poderes de Emergência Econômica Internacional não pode ser usada para aprovar aranceles; é necessária autorização do Congresso.
- A decisão vale apenas para os chamados aranceles recíprocos; outros tipos de tarifas não são atingidos pela decisão.
- A consequência direta é que esses aranceles passam a ser ilegais, e as empresas não devem mais pagá-los, embora haja medida de emergência para um arancel geral de dez por cento.
- A decisão não fecha o tema das devoluções; abre espaço para pleitos sobre valores já pagos, com estimativas reaching bilhões de dólares a serem discutidos nos tribunais.
- Países afetados incluem União Europeia, China, México e Canadá; o impacto, porém, depende de renegociações e de como Washington aplicará novas tarifas.
A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, por 6 votos a 3, que os aranceles recíprocos criados pelo governo americano são inconstitucionais quando aprovados via Lei de Poderes de Emergência Internacional (IEEPA). A decisão afirma que esse instrumento não autoriza medidas comerciais com caráter fiscal, devendo passar pelo Congresso para validade legal.
A Corte manteve que a IEEPA permite ações excepcionais em situações de guerra ou crise, mas não autoriza imposição unilateral de tarifas de montante, duração e alcance ilimitados. O presidente não pode recorrer a essa lei para adotar tarifas generalizadas sobre diversos parceiros comerciais sem aprovação legislativa.
O que diz a decisão
A decisão esclarece que o presidente excedeu a autoridade conferida pela IEEPA ao impor aranceles amplos a grande parte dos parceiros comerciais. O texto aponta que é necessária uma autorização clara do Congresso para esse tipo de medida. A defesa do governo argumentava que a norma abrange regulação e importação, porém a Suprema Corte entendeu que tais termos não autorizam tarifas imobiliárias de caráter generalizado.
Alcance dos efeitos
A decisão não derruba todos os aranceles impostos durante o governo anterior. Ela se aplica apenas aos aranceles recíprocos, que visavam igualar tributos de outros países. Outros tributos, como tarifas setoriais para aço, alumínio, automóveis e itens específicos, permanecem fora da resolução.
Consequências imediatas para empresas
Como consequência direta, os aranceles declarados ilegais devem ser removidos pelas autoridades americanas, reduzindo o peso sobre empresas que pagaram as tarifas. A Casa Branca anunciou uma medida emergencial para estabelecer, por outra via, um arancelamento geral de 10%, buscando evitar desabamento de políticas comerciais.
Pagamentos já efetuados e próximos passos
A decisão não trata explicitamente de devoluções, mas abre caminho para ações judiciais de ressarcimento. Empresas como Costco já ingressaram com ações pedindo devolução de valores pagos. Estimativas indicam que o governo arrecadou até cerca de 200 bilhões de dólares, com possíveis devoluções na casa de aproximadamente 175 bilhões, dependendo de decisões judiciais em curso.
Países impactados e contexto
Os aranceles afetavam a maioria dos parceiros comerciais dos EUA, incluindo União Europeia, China, México e Canadá. O impacto específico dependerá de renegociações e da continuidade de políticas comerciais. A UE, por sua vez, pode sentir alívio parcial à medida que negociações em curso evoluem, apesar de tensões existentes com a política anterior. O México, principal parceiro comercial, pode se beneficiar com a revisão de tarifas, segundo declarações oficiais. Canadá e Europa também aguardam ajustes conforme a nova interpretação legal.
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