- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que Nicolás Maduro deve ser julgado em seu país, não no exterior.
- Maduro foi capturado por forças dos EUA em Caracas e levado a Nova York, onde é acusado de chefiar uma rede de tráfico de cocaína com cartéis internacionais.
- Lula disse que o mais importante é restabelecer a democracia na Venezuela e que não é aceitável que uma cabeça de Estado seja capturada por outra.
- Ele acrescentou que brasileiros acusados de crimes e que vivem nos EUA devem ser julgados no Brasil, e que pretende apresentar uma proposta por escrito ao presidente Donald Trump.
- Lula também afirmou que quer negociar questões ligadas ao crime organizado, tráfico de drogas e minérios de terras-raras com Trump, possivelmente em Washington no próximo mês.
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro deve ser julgado em seu próprio país, não no exterior. A declaração foi dada em entrevista à India Today TV, durante a participação de Lula na cúpula de IA na Índia.
Segundo Lula, o foco atual é restaurar a democracia na Venezuela. Ele disse que, se Maduro for julgado, o julgamento deveria ocorrer na Venezuela, para evitar capturas entre estados, cobrindo o tema com neutralidade jurídica.
Maduro foi capturado por forças dos Estados Unidos em Caracas neste ano e levado para Nova York, onde é acusado de comandar uma rede de tráfico de cocaína com cartéis internacionais, conforme reportado pela imprensa internacional.
Encontros com Trump e agenda diplomática
Lula afirmou que pretende apresentar uma proposta por escrito ao presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o tema de cidadãos brasileiros acusados de crimes que vivem nos EUA. O brasileiro também mencionou interesse em negociar questões ligadas ao crime organizado, tráfico de drogas e minerais raros com Trump.
A expectativa é de que Lula reaisce visitas a Washington ocorram no próximo mês, conforme agenda diplomática brasileira. O país, que faz fronteira com a Venezuela ao sul, tem papel relevante na região andina, mantendo atuação diplomática ativa.
A reportagem é de Lisandra Paraguassu e Isabel Teles, com edição de Philippa Fletcher.
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