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Tarifaço não muda cenário para o Brasil, afirma ex-embaixador

Decisão da Suprema Corte dos EUA não altera tarifas brasileiras; novas regras podem substituí-las, mantendo o impacto sobre exportações, segundo Rubens Barbosa

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  • A Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou parte do tarifaço de Donald Trump, mas, segundo o ex-embaixador Rubens Barbosa, isso não altera a situação do Brasil.
  • Barbosa afirma que as tarifas sobre aço e alumínio brasileiros devem permanecer, pois novas regras podem ser adotadas rapidamente pelos EUA.
  • Segundo ele, os 50% que atingem 22% das exportações brasileiras para os EUA vão continuar sob novas taxas baseadas em outra legislação.
  • O ex-embaixador afirma que Trump substitui a tarifa por medidas baseadas em três legislações, já aplicadas ao Brasil, sem mudança imediata no cenário.
  • Barbosa destaca que desde março passado o Brasil não negocia comércio com os EUA; uma reunião entre Lula e autoridades americanas pode destravar as negociações.

A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar parte do tarifaço imposto pelo ex-presidente Donald Trump não altera a situação do Brasil, segundo o ex-embaixador Rubens Barbosa. Em avaliação ao UOL News – 2ª edição, Barbosa afirma que as tarifas sobre aço e alumínio brasileiros devem permanecer, já que novas regras podem ser adotadas rapidamente pelo governo americano.

Para Barbosa, a queda do tarifaço não muda o cenário atual. Ele explica que, mesmo sem a validade da base legal anterior, o governo americano pode substituir as tarifas por novas taxas sob outra legislação, mantendo o mesmo efeito sobre as exportações brasileiras. O percentual afetado permanece em cerca de 50% das exportações para os EUA, envolvendo 22% do total.

Segundo o ex-embaixador, a mudança de base legal não implica aprovação do Congresso, o que compromete o efeito imediato da decisão. Ele aponta que a substituição para outras leis pode manter as mesmas restrições já aplicadas ao Brasil.

Rubens Barbosa lembra que, desde março do ano passado, não há negociações comerciais entre Brasil e EUA. Os americanos chegaram a fechar acordos com a União Europeia, Índia e Reino Unido, mas não com o Brasil, o que, segundo ele, explica a estagnação nas tratativas.

Outro ponto destacado é o papel das mudanças tarifárias de origem norte-americana. Barbosa afirma que o Brasil não participou ativamente das negociações, apenas observando alterações eventuais feitas pelos EUA e inseridas em diferentes mecanismos de exceção ou aplicação. Ele ressalta que negociações efetivas dependem de pressão diplomática.

Para o ex-embaixador, uma reunião entre o presidente Lula e autoridades dos EUA pode destravar o assunto. Segundo ele, a presença de Lula pode incentivar a retomada das tratativas, já que outros parceiros já avançaram em acordos. Ainda assim, Barbosa enfatiza cautela diante da falta de clareza sobre os próximos passos.

Ele observa que, por ora, não houve diálogo formal entre Brasil e EUA, apenas contatos do vice-presidente Geraldo Alckmin junto ao Departamento de Comércio. Ou seja, a demora na confirmação de negociações pode manter o status quo até que haja um avanço concreto.

A conclusão de Barbosa é clara:, no cenário atual, a decisão da Suprema Corte não provoca mudanças significativas para o Brasil. A carreira diplomática aponta que as tarifas deverão ser substituídas por regras equivalentes, sem impacto imediato no país, até que novas negociações avancem.

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