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Lula defende diversificação como resposta ao protecionismo comercial

Lula defende diversificação como resposta ao protecionismo, após oito acordos Brasil-Índia e meta de ampliar o comércio para US$ 20 bilhões até 2030

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião no Palácio Presidencial (Rashtrapati Bhawan) com o Primeiro-Ministro da República da Índia, Narendra Modi. Foto: Ricardo Stuckert/PR
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  • Oito acordos foram fechados entre Brasil e Índia neste sábado, incluindo cooperação em terras raras e minerais críticos, além de mineração para a cadeia de suprimentos do aço e cooperação para micro, pequenas e médias empresas.
  • Seis desses acordos são memorandos de entendimento que formalizam intenções antes de contratos definitivos; Lula celebrou as assinaturas em Nova Deli, dizendo que o dia foi promissor e que respondem ao unilateralismo comercial.
  • Lula afirmou que conectividade e diversificação comercial são sinais de resiliência diante do protecionismo, durante o encerramento do Encontro Empresarial Brasil-Índia em Nova Deli, com a presença de mais de trezentas empresas brasileiras.
  • O comércio entre Brasil e Índia somou setecentos milhões de dólares em 2025, atingindo um recorde de quinze bilhões de dólares, com meta de chegar a vinte bilhões até 2030 e negociações para ampliar o Acordo de Comércio Preferencial Mercosul–Índia.
  • A viagem de Lula à Índia faz parte de agenda na Ásia; na sequência, ele vai a Seul para o Plano de Ação Trienal 2026-2029, visando elevar o relacionamento a parceria estratégica.

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva participou de uma rodada de acordos com a Índia durante uma visita oficial em Nova Délhi, neste sábado. Ao longo do encontro, foram fechados oito entendimentos entre governos e entidades, com foco em cooperação econômica, tecnológica e regulatória. Entre os temas, houve uma colaboração ligada a terras raras e minerais críticos, além de acordos para fortalecer a cadeia de suprimentos do aço e o suporte a micro, pequenas e médias empresas.

Ao encerrar o Encontro Empresarial Brasil-Índia, Lula afirmou que o dia foi promissor para as relações bilaterais e ressaltou que as assinaturas representam uma resposta ao protecionismo comercial. Em sua fala, o presidente destacou a importância da conectividade e da diversificação de relações comerciais como forma de aumentar a resiliência frente a políticas comerciais restritivas.

Durante a solenidade, o chefe de governo citou a diversidade de ambos os países e reiterou a defesa do multilateralismo e da paz. O evento reuniu mais de 300 empresas brasileiras e ocorreu no contexto de fortalecimento dos laços entre Brasil e Índia, com histórico de parceria estratégica iniciado em 2006.

A lista de acordos firmados inclui:

  • Declaração Conjunta sobre Parceria Digital para o Futuro;
  • Memorando de Entendimento sobre cooperação em elementos de terras raras e minerais críticos entre os ministérios de Minas dos dois países;
  • Acordo entre CSIR (Índia) e INPI (Brasil) para acesso à Biblioteca Digital de Conhecimento Tradicional;
  • Memorando entre Anvisa e autoridades sanitárias indianas para cooperação regulatória;
  • Memorando para cooperação no setor postal entre os dois países;
  • Memorando entre o Brasil e a Índia sobre cooperação para micro, pequenas e médias empresas;
  • Memorando entre o Ministério do Aço da Índia e o Ministério de Minas e Energia do Brasil para a cadeia de suprimentos do aço;
  • Memorando sobre o uso de certificados eletrônicos de origem.

No âmbito comercial, a visita ocorre em meio ao aumento do comércio bilateral, que atingiu cerca de US$ 15 bilhões em 2025, o maior valor já registrado, com crescimento de mais de 25% em relação a 2024. As partes estabeleceram a meta de chegar a US$ 20 bilhões até 2030 e deram início a negociações para ampliar o Acordo de Comércio Preferencial Mercosul–Índia.

Lula aproveitou a ocasião para enfatizar que, apesar do progresso, ainda há espaço para ampliar o volume de trocas entre Brasil e Índia, considerando o tamanho econômico de ambos os países. Em tom político-econômico, o presidente também mencionou a necessidade de ampliar o acordo entre Mercosul e Índia, com vistas a um futuro acordo de livre comércio.

A agenda do presidente seguiu com a viagem rumo à Coreia do Sul no dia seguinte. Em Seul, ele pretende assinar o Plano de Ação Trienal 2026-2029 com vistas a elevar o relacionamento entre Brasil e Coreia a uma parceria estratégica, em linha com as últimas visitas a países asiáticos. A comitiva de Lula viajará para a Coreia na manhã de domingo para dar continuidade aos compromissos diplomáticos.

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