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Prioridade é votar acordo Mercosul-UE, afirma Motta após tarifa de Trump

Com tarifas anunciadas por Donald Trump, Câmara prioriza a votação do acordo Mercosul-UE para a próxima semana, buscando previsibilidade nas relações comerciais

Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara
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  • O presidente da Câmara, Hugo Motta, disse que, diante das tarifas dos Estados Unidos, a pauta prioriza a votação do acordo Mercosul-UE na próxima semana.
  • Motta designou Marcos Pereira como relator do acordo; Pereira já atuou na construção do acordo no governo anterior.
  • O anúncio de tarifas dos EUA ocorreu após a Suprema Corte barrar a tarifa prevista, com Trump mencionando aumento para 15%.
  • O acordo Mercosul-UE foi assinado em janeiro, mas ainda precisa de ratificação interna nos países do Mercosul e do Parlamento Europeu.
  • O governo Lula tem feito contatos no Congresso para conseguir a aprovação interna do acordo e pressionar os europeus.

O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), informou que, diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos, a Casa vai priorizar a votação do acordo Mercosul-UE na próxima semana. A expectativa é acelerar o andamento do texto antes de eventuais desdobramentos comerciais internacionais.

Motta designou o deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP) como relator do acordo. Pereira já atuou no governo de Michel Temer e participou da construção do acordo entre os blocos. A escolha visa dar celeridade ao tema no plenário.

O governo brasileiro tem feito contatos com lideranças do Congresso para obter aprovação interna do tratado, já que a ratificação depende de países do Mercosul e do Parlamento Europeu. A prioridade legislativa busca reduzir possíveis atrasos no processo de ratificação.

No cenário internacional, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a adoção de uma tarifa global de 15% após decisão da Suprema Corte. A medida, segundo o governo americano, é parte da estratégia de política comercial. A íntegra da tariffação ainda gera dúvidas sobre impactos nas negociações com o Mercosul-UE.

O acordo Mercosul-UE foi assinado em janeiro, mas ainda precisa de ratificação interna nos países do Mercosul e aprovação do Parlamento Europeu. A França tem resistência explícita, tornando o desfecho europeu menos previsível. O Brasil busca manter a pressão para acelerar a ratificação.

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