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Ucrânia denuncia chantagem de Hungria e Eslováquia em disputa energética

Ucrânia condena o que chama de chantagem de Hungria e Eslováquia no suprimento de energia; explosões em Kyiv e Lviv elevam a tensão e deixam feridos, inclusive uma policial morta

In Paris on Saturday, people marched from Place de la République to Place de la Bastille in support of Ukraine in its war with Russia.
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  • O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia condena o que chama de ultimatos e chantagem de Hungria e Eslováquia sobre o fornecimento de energia, após os dois países ameaçaarem interromper o petróleo russo.
  • Remessas de petróleo russo para Hungria e Eslováquia estão cortadas desde 27 de janeiro, após ataque com drone em oeste da Ucrânia; Viena e Bratislava acusam atraso ucraniano, sem evidência apresentada.
  • Kiev afirma que as ameaças não são aceitáveis e que ultimatos devem ser dirigidos ao Kremlin, não a Kyiv.
  • Kiev, explodindo a capital, reporta ataques com explosões em Kyiv e, na véspera, em Lviv, com clima de alerta e defesas aéreas em ação; não há confirmação de vítimas imediatas em Kyiv.
  • Zelenskyy afirma que existem oportunidades reais para encerrar a guerra com dignidade e sugere nova rodada de negociações em breve, em formato de encontro entre líderes.

O ministério das Relações Exteriores da Ucrânia criticou o tom de ultimatos e chantagens de Hungria e Eslováquia após os governos ameaçarem interromper o abastecimento de energia a Kyiv, a menos que a Ucrânia reative o fluxo de petróleo russo. Hungria também ameaça bloquear um empréstimo de 90 bilhões de euros.

Desde 27 de janeiro, o fornecimento de petróleo russo para Hungria e Eslováquia foi cortado, segundo Kyiv, após um suposto ataque de drone na Ucrânia ocidental. Romaças de governos em Bratislava e Budapeste repetem acusações de atraso na retomada, sem apresentar evidências.

A Ucrânia afirmou que rejeita as imposições dos dois países e pediu que o Kremlin recebesse as mensagens de pressão, não Kyiv. Os dois aliados da UE e da OTAN dependem ainda do oleoduto Druzhba, que traz parte do petróleo russo exposto ao território ucraniano.

Explosões e ataques em território ucraniano

Pouco depois das 4h locais, explosões abalaram Kyiv, com alerta de possível ataque de missile e orientação para abrigo. Autoridades regionais disseram que defesas aéreas atuaram sobre a região, sem relatos imediatos de feridos.

Paralelamente, Lviv registrou uma madrugada violenta, com a morte de uma policial e ao menos 15 feridos após explosões ligadas a um ato de terror, segundo a administração local. A cidade concentrou operações de atendimento médico e de investigação.

Reação internacional e conjuntura

Ex-primeiro-ministro britânico Boris Johnson afirmou que tropas não combatentes da aliança devem apoiar a Ucrânia para demonstrar compromisso ocidental. A declaração foi feita em entrevista para a BBC, antecipando a cobertura de sua veiculação.

Uma ofensiva ucraniana atingiu uma fábrica de mísseis no interior da Rússia, provocando ferimentos a várias pessoas, segundo autoridades regionais. Kiev também informou ataque a uma planta de gás em Samara. Ações foram registradas com uso de mísseis FP-5.

Apoio popular e perspectivas de negociação

Estimativas apontam cerca de 2 mil pessoas em protesto em Paris, em apoio à Ucrânia, dias antes do quarto aniversário da invasão russa. Diversos manifestantes defenderam a ação de confiscos de ativos russos congelados para benefício de Kyiv.

Zelenskyy indicou que existem oportunidades reais de encerrar a guerra com dignidade, sinalizando novas rodadas de negociações. O presidente mencionou a possibilidade de encontro entre líderes ainda em fevereiro, com temas pendentes para discussão.

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