- Cuba acusa os EUA de tentar provocar uma catástrofe humanitária, according a denúncia do chanceler Bruno Rodríguez em Genebra.
- O ministro afirmou, durante reunião sobre desarmamento, que o embargo americano visa punir o povo cubano e manter o bloqueio de combustível.
- Trump intensificou o embargo desde 1962 e pediu que aliados, como a Venezuela, interrompessem o envio de petróleo, agravando a escassez em Cuba.
- Rodríguez afirmou que Cuba não representa ameaça aos EUA nem a qualquer país e que o país não busca dominação ou ações que violem soberania.
- Em Genebra, o chanceler disse que a ilha enfrentará a crise sem ceder a pressões, mesmo diante de penalidades, citando ainda o decreto de fim de janeiro que classificou Cuba como ameaça extraordinária aos EUA.
O chanceler cubano Bruno Rodríguez denunciou nesta segunda-feira, em Genebra, a escalada agressiva dos Estados Unidos contra Cuba, afirmando que o objetivo é provocar uma catástrofe humanitária na ilha. A declaração ocorreu durante a Conferência sobre Desarmamento.
Rodríguez afirmou que o bloqueio energético imposto pelo governo dos EUA, aliado à pressão para interromper o envio de petróleo, busca pressionar Cuba sem justificativa legítima. Em sua leitura, tratam-se de punição coletiva contra o povo cubano.
O ministro destacou que Cuba não representa ameaça para os Estados Unidos nem para outros países, e acusou o governo norte‑americano de agir de forma ilegal. Ele discursou ainda no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, reiterando a posição cubana.
O registro político envolve o presidente Donald Trump, cuja gestão intensificou o embargo contra Cuba nos últimos tempos e pediu que parceiros, inclusive a Venezuela, reduzam o fornecimento de combustível. Em janeiro, Cuba classificou a situação como crise energética agravada pela retirada de Caracas.
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