- O Parlamento Europeu suspendeu a votação sobre o acordo comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos após o Tribunal Supremo dos EUA derrubar parte da política de tarifas de Donald Trump.
- O acordo previa tarifas de 15% para produtos europeus e redução para até 0% para produtos norte‑americanos, além de compromisso da UE em comprar energia dos EUA.
- Trump ameaçou impor tarifas mais altas a parceiros que “joguem” com a decisão judicial, aumentando a insegurança sobre o acordo.
- A Eurocâmara pediu mais clareza e segurança jurídica antes de avançar com a aprovação; a votação prevista para este martes ficou adiada.
- A Comissão Europeia pediu aos EUA que cumpram o acordo e forneçam clareza sobre a situação, destacando que a soma das tarifas com a regra MFN poderia zerar a vantagem competitiva da UE.
O Parlamento Europeu decidiu suspender a votação de ratificação do acordo comercial com os Estados Unidos, após o veredito do Supremo que impactou a política de tarifas de Donald Trump. A medida ocorreu nesta segunda-feira, em Bruxelas, e mira evitar a implementação de tarifas que poderiam afetar a balança comercial entre a UE e os EUA.
O acordo, assinado em Turnberry, Escócia, previa tarifas de 15% para produtos europeus e reduções para itens americanos, além de compromisso da UE de comprar energia dos EUA. A decisão europeia é influenciada pela recente decisão judicial e por novas ameaças de Trump.
Após o veredito, a maior parte dos grupos do Parlamento pediu mais clareza e segurança jurídica para avançar com o texto. A Comissão Europeia gerencia o acordo para conter o risco de tarifas entre 20% e 30%, conforme anúncios de Washington.
Trump já reagiu com novas tarifas gerais de 15% para todos os países, elevando a insegurança sobre o cumprimento do pacto. A votação prevista para este martes na Eurocâmara foi suspensa para evitar decisões precipitadas diante da instabilidade.
A Eurocâmara também destacou que a parte do acordo que envolve compromissos da UE depende de votação no Conselho da UE, com atuação de 27 Estados-membros. A recoordenada incerteza levou à paralisação do processo.
A Comissão Europeia pediu clareza à Administração Trump sobre a situação dos aranceles após o veredito. O aumento proposto pela UE, somado a um imposto MFN, pode exceder o patamar de 15% e eliminar benefícios competitivos.
Officials destacam que o cenário atual é mais incerto do que nunca. O presidente da Comissão de Comércio Internacional, Bernd Lange, informou que devem se reunir novamente na próxima semana para reavaliar o tema.
Bruxelas tem pressionado por respeito ao acordo e pela aplicação previsível dos termos. O comissário de Comércio, Maros Sefcovic, afirmou que o cumprimento do acordo é prioridade, em reunião com colegas do G7.
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