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Venezuela pede na ONU a libertação de Maduro

Na ONU, Venezuela cobra libertação imediata de Nicolás Maduro e de Cilia Flores, em meio a libertações sob anistia criticadas por direitos humanos

Maduro é conduzido por agentes policiais na chegada ao centro de detenção para onde foi levado nos EUA – foto: AFP PHOTO / X account of Rapid Response 47
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  • Venezuela pediu à Organização das Nações Unidas a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro Moros e de sua esposa, a primeira-dama Cilia Flores, perante o Conselho de Direitos Humanos.
  • Maduro foi capturado em 3 de janeiro em operação dos Estados Unidos que incluiu bombardeios em Caracas; ele e a esposa enfrentam julgamento por tráfico de drogas em Nova York, onde ele se declarou prisioneiro de guerra.
  • Após o ataque, Delcy Rodríguez assumiu o poder, abriu a indústria petrolífera e promoveu uma anistia decretada em 19 de fevereiro, com liberdades parcernentes a presos políticos.
  • A Justiça recebeu cerca de 1.500 pedidos de anistia; 65 pessoas foram libertadas plenamente nos últimos três dias, segundo a ONG Foro Penal.
  • Organizações de direitos humanos consideram a lei insuficiente; ainda há situações como a greve de fome de cerca de 200 presos em Rodeo I, e o governo planeja reformar a prisão Helicoide para uso civil.

A Venezuela pediu à Assembleia das Nações Unidas nesta segunda-feira, 23, a libertação imediata de Nicolás Maduro Moros e de sua esposa, a primeira-dama Cilia Flores. O pedido foi feito perante o Conselho de Direitos Humanos, em meio a uma série de libertações sob uma lei de anistia anunciada por autoridades venezuelanas.

Segundo autoridades venezuelanas, Maduro foi capturado em Caracas em uma operação conduzida por autoridades dos Estados Unidos em 3 de janeiro. A ofensiva incluiu bombardimentos na capital e regiões próximas. A esposa do presidente deposto também foi detida durante a operação.

O governo venezuelano afirma que Maduro é o presidente constitucional e acusa Washington de violar a soberania venezuelana ao exigir sua liberdade. O chanceler Yván Gil declarou ao Conselho das Nações Unidas que a libertação é essencial para a normalização institucional do país.

Após o ataque, Delcy Rodríguez assumiu o poder na Venezuela e disse ter revertido medidas de relações com o governo americano. A gestão atual promoveu uma anistia ampla anunciada em 19 de fevereiro e iniciou o fechamento da prisão de Helicoide, centro de denúncias de violação de direitos humanos.

Segundo o Parlamento, representado pelo presidente Jorge Rodríguez, cerca de 1.500 pedidos de anistia já foram apresentados à Justiça. A ONG Foro Penal informou que 65 pessoas tiveram liberdade plena nos últimos três dias. Organizações de direitos humanos criticam a abrangência da lei.

A Anistia mantida pela oposição venezuelana é alvo de críticas por não abranger casos envolvendo militares, como os registrados em Rodeo I, onde cerca de 200 presos iniciaram greve de fome recentemente. A comunidade internacional segue observando os desdobramentos do processo.

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