- Brasil e Estados Unidos se abstiveram na votação da Assembleia Geral da ONU sobre uma resolução de apoio a uma paz duradoura na Ucrânia; texto foi aprovado por 107 votos a favor, 12 contra e 51 abstenções.
- A resolução, apresentada pela Ucrânia, não é juridicamente vinculante, mas tem peso político e pede cessar-fogo imediato, completo e incondicional, além da troca de prisioneiros.
- Também reafirma soberania, independência e integridade territorial da Ucrânia e solicita o retorno de civis transferidos ou deportados à força para a Rússia, inclusive crianças.
- A votação ocorreu em sessão especial de emergência, pois o Conselho de Segurança não conseguiu avançar devido ao veto da Rússia; Moscou votou contra.
- Estimativas da ONU apontam custos de reconstrução da Ucrânia em cerca de US$ 588 bilhões na próxima década, equivalente a aproximadamente três vezes o PIB do país no último ano.
O Brasil e os Estados Unidos se abstiveram na votação da Assembleia Geral da ONU sobre apoio a uma paz duradoura na Ucrânia. A resolução recebeu 107 votos favoráveis, 12 contrários e 51 abstenções. O texto não é juridicamente vinculante, mas tem peso político.
A proposição, apresentada pela Ucrânia com apoio de mais de 45 países, pede um cessar-fogo imediato, completo e incondicional. Reafirma soberania, independência e integridade territorial da Ucrânia e prevê troca de prisioneiros, libertação de detidos e retorno de civis transferidos para a Rússia.
A votação ocorreu em sessão de emergência na ONU, convocada após impasse no Conselho de Segurança, onde a Rússia tem poder de veto. A Rússia votou contra a resolução. Estima-se que os custos de reconstrução da Ucrânia cheguem a cerca de US$ 588 bilhões na próxima década.
Reação no Senado brasileiro
Senadores criticaram a abstenção do Brasil na ONU. Hamilton Mourão, Damares Alves, Flávio Arns e Sérgio Moro participaram de evento da Frente Parlamentar Brasil – Ucrânia, em apoio à Ucrânia.
Damares Alves afirmou que a abstenção não reflete a posição da sociedade brasileira e ressaltou o apoio do país à Ucrânia. Ela também pediu que o governo atenda aos esforços internacionais para resgatar milhares de crianças ucranianas levadas para a Rússia.
Mourão disse que a abstenção representa uma vergonha para o Brasil e defendeu uma posição alinhada aos valores de liberdade e justiça em apoio à Ucrânia. Arns confirmou que a abstenção não reflete a visão do Congresso.
Moro reiterou o repúdio à invasão russa e pediu posição clara do Brasil em busca de uma paz justa para a Ucrânia. A sessão recebeu ainda diplomatas de vários países, incluindo Ucrânia, Polônia e Reino Unido.
Entre na conversa da comunidade