- O Canadá pressionará autoridades de segurança da OpenAI sobre seus protocolos após o ChatGPT não ter contatado a polícia em relação a uma conta banida pertencente a um suspeito de massacre.
- O suspeito, Jesse Van Rootselaar, é apontado pela polícia como responsável por oito mortes em 10 de fevereiro e depois cometeu suicídio; a OpenAI informou ter banido a conta em 2025 por violações de políticas.
- O ministro federal responsável pela IA, Evan Solomon, convocou os responsáveis pela segurança da OpenAI para uma reunião em Ottawa para esclarecer como funcionam os mecanismos de escalonamento e segurança.
- O governo canadense sinalizou que pode retomar propostas de regulação de conteúdo online contra discurso de ódio neste ano, mantendo a discussão sobre o uso seguro de IA.
OTTAWA — Canadá vai cobrar explicações de executivos de segurança da OpenAI sobre os protocolos de segurança da empresa, após surgir que a OpenAI não contatou a polícia sobre uma conta banida associada a um suposto atirador em massa. A informação foi divulgada por um ministro federal.
Jesse Van Rootselaar, 18 anos, é apontada como suspeita de matar oito pessoas em 10 de fevereiro e, depois, tirar a própria vida. A OpenAI afirmou ter banido a conta de Van Rootselaar em 2025 por violações de políticas, que não teriam atingido os critérios internos para encaminhamento à orientação policial.
O ministro Evan Solomon, responsável pela IA no governo, convocou os principais responsáveis de segurança da OpenAI para uma reunião em Ottawa. Solomon afirmou que espera detalhes sobre os protocolos de segurança, thresholds de escalonamento e como a empresa mantém os canadenses seguros.
A pauta envolve também o equilíbrio entre ferramentas de IA e responsabilidade, com o governo buscando transparência sobre procedimentos em situações de risco. Em 2024, o governo propôs um projeto de lei para restringir discurso de ódio online, que retornará neste ano com alterações.
Autor: David Ljunggren. Edição: Rod Nickel.
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