- Raphael Glucksmann afirmou que os Estados Unidos sob o governo de Donald Trump não são mais aliados da França e da Europa.
- Ele criticou a suposta interferência de Washington em assuntos europeus e pediu postura extremamente firme dos líderes europeus.
- O comentário ocorre em meio a tensões recentes, entre elas a disputa sobre controle da Groenlândia e atritos entre França e Estados Unidos.
- O chanceler francês restringiu o acesso do embaixador americano aos ministros do governo após incidentes envolvendo comentários da embaixada dos EUA nas redes sociais.
- Glucksmann não confirmou oficialmente sua candidatura presidencial em 2027, mas é visto como um dos principais nomes da esquerda moderada; pesquisas o colocam entre 11% e 14% de apoio em diferentes levantamentos.
Raphael Glucksmann, figura proeminente do centro-esquerda francês, afirmou em entrevistas nesta terça-feira que os Estados Unidos sob a presidência de Donald Trump não são mais aliados da França e da Europa. A declaração critica a intervenção de Washington em assuntos europeus.
Glucksmann, eurodeputado e potencial candidato à eleição presidencial de 2027 na França, pediu aos líderes europeus uma postura firme diante da administração americana. Ele declarou que os EUA deixaram de ser parceiro estratégico de democracias europeias.
Segundo o político, não se trata de uma relação entre estados, mas de uma interferência que precisa ser enfrentada pela Europa. Não detalhou ações, porém associou o tema à atual agenda transatlântica.
Contexto de tensões entre EUA e França
As declarações ocorrem em meio a atritos entre Paris e Washington em áreas como comércio, política externa e a guerra na Ucrânia. Crises recentes reforçam a deterioração das relações entre as duas capitais.
Na semana passada, a França restringiu o acesso do embaixador dos EUA, Charles Kushner, a membros do governo após ele não responder a uma intimação sobre comentários de uma embaixada norte-americana nas redes sociais sobre um ativista francês.
Cenário político de Glucksmann
Glucksmann não confirmou oficialmente a candidatura presidencial, mas é visto como um dos principais nomes da esquerda moderada. Pesquisas de novembro indicaram apoio em torno de 11%, acima de Faure, da Socialist Party, e à frente de Hollande.
Em pesquisa da Toluna Harris de outubro, o apoio variou entre 12% e 14%, seguindo a tendência de outros candidatos de espectros semelhantes. O deputado busca consolidar espaço político frente rivais de diferentes alas.
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