- Um escalador austríaco de 37 anos e a promotoria apresentaram recursos contra a sentença suspensa de prisão e a multa por homicídio culposo envolvendo a morte de sua namorada na montanha Grossglockner.
- O casal vinha atrasado e, ao chegar perto do cume, ele deixou a namorada exausta para buscar ajuda, sem esclarecer às autoridades que precisavam de suporte e sem responder a chamadas.
- Quando os socorristas chegaram, Kerstin G. já havia morrido de frio durante a noite de janeiro.
- O tribunal de Innsbruck definiu que Thomas P deveria ter percebido há muito que a namorada não conseguiria concluir a escalada, ressaltando o dever de cuidado do escalador mais experiente, e o condenou por homicídio culposo com pena de cinco meses de prisão suspensa e multa de 9.400 euros.
- Advogado de Thomas P informou que recorrerá da condenação; o Ministério Público também anunciará recurso contra a sentença; os recursos devem ser apresentados por escrito em até quatro semanas após o recebimento da decisão, que ainda não havia sido enviada.
Um alpinista de 37 anos e promotores austríacos recorreram da sentença suspensa de prisão e da multa aplicadas por homicídio culposo envolvendo a morte de sua namorada no pico mais alto da Áustria. O caso ocorreu durante uma tentativa de escalada no Grossglockner, em janeiro do ano passado, quando o casal se atrasou significativamente.
A vítima, Kerstin G, não resistiu ao frio e ao cansaço enquanto tentavam retornar do trajeto rumo ao cume. O namorado, identificado apenas como Thomas P, deixou-a para buscar ajuda em um abrigo na montanha, mas não comunicou de forma clara aos policiais de montanha a necessidade de socorro e não respondeu a chamadas e mensagens. Os socorristas chegaram horas depois; Kerstin já havia morrido de hipotermia.
A decisão judicial foi proferida pela Vara de Innsbruck, na região oeste do país. Thomas P foi considerado culpado por causar a morte de Kerstin G por negligência grave, recebendo uma pena de prisão de cinco meses, suspensa, além de uma multa de 9.400 euros. A maioria dos fundamentos apontou que, com maior experiência, ele tinha um dever de cuidado.
Apelação prevista
Tanto a defesa de Thomas P quanto o Ministério Público anunciaram que recorrerão da condenação e da pena. O tribunal informou que os recursos devem ser apresentados por escrito dentro de quatro semanas a partir do recebimento da cópia da decisão, ainda não enviada às partes. A data exata para a conclusão do processo não foi definida. A Reuters acompanhou o caso.
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