- A União Europeia enviou Ursula von der Leyen e António Costa a Kiev para acompanhar o quarto aniversário da invasão, ao lado de chefes de Estado, governantes e ministros europeus.
- Washington não enviou nenhum alto representante ao encontro em Kiev.
- A UE busca formalizar o crédito de 90 bilhões de euros para a Ucrânia e manter o 20º pacote de sanções a Moscou.
- O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, boicota a homenagem, apoiado por Robert Fico, da Eslováquia.
- Zelenski, em vídeo ao Parlamento Europeu, pediu clareza sobre a data de adesão à UE, defendendo 2027, apesar de dúvidas entre alguns membros; cúpula com líderes nórdicos e bálticos também ocorre em Kiev.
A Europa reforçou o apoio a Ucrânia nesta terça-feira, no quarto aniversário da invasão russa. Com a presença de Ursula von der Leyen e António Costa, dirigentes europeus viajaram a Kiev para demonstrar unidade com o governo de Volodímir Zelenski e buscar avanços financeiros e políticos.
Ao lado de Zelenski, os líderes europeus pretendem formalizar um crédito de 90 bilhões de euros para sustentar o esforço ucraniano e aprovar o 20º pacote de sanções contra Moscou. A comitiva inclui chefes de Estado e de governo, além de ministros de vários países.
O encontro ocorre em meio a um cenário de colaboração europeia, mesmo diante de fricções internas. O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, ausentou-se da comitiva, refletindo tensões internas na relação entre a UE e a Hungria. Representantes de outros Estados, como a Espanha, também participam.
Zelenski participou de um debate por videoconferência com o Parlamento Europeu, reforçando a prioridade de adesão à UE. O presidente ucraniano pediu uma data clara para a entrada no bloco, defendendo que o país precisa de garantias para evitar atrasos futuros.
A reunião em Kiev incluiu ainda uma cúpula de líderes nórdicos e bálticos, que ressaltam a proximidade com a ameaça russa e buscam reforçar a coordenação regional. Além disso, houve uma sessão com a coalizão de voluntários, iniciativa liderada pelo Reino Unido e França para sustentar uma estratégia de paz.
A delegação europeia contou com a participação de autoridades espanholas, incluindo o ministro de Relações Exteriores, José Manuel Albares. O objetivo é manter o alinhamento europeu diante da guerra e das pressões sobre a configuração geopolítica do continente.
A presença de representantes europeus evidencia o papel de liderança do bloco em um momento ainda marcado pela ausência de um envolvimento decisivo dos Estados Unidos, que não enviaram altas autoridades ao evento. A equação internacional segue dependente de decisões e negociações entre Bruxelas, Kiev e Moscou.
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