- Circula nas redes uma foto falsa de um avião em chamas no Aeroporto Internacional de Guadalajara, no México, associada à morte do traficante El Mencho; a imagem é manipulada.
- A operação militar que matou El Mencho ocorreu no mesmo domingo e desencadeou ataques e violência em vários estados, com mais de setenta mortes.
- Órgãos locais e a concessionária que administra o aeroporto divulgaram comunicados desmentindo a publicação, afirmando que não houve ataque no terminal.
- O Fato ou Fake verificou a imagem com ferramentas de IA, apontando alta probabilidade de manipulação, e a equipe ainda recebeu resposta do aeroporto negando a veracidade.
- O Governo de Jalisco e o Grupo Aeroportuário del Pacífico destacaram que as imagens falsas geraram pânico entre passageiros e reforçaram a necessidade de confirmar fontes oficiais.
O governo local e a concessionária que administra o Aeroporto Internacional de Guadalajara desmentiram a circulação de uma foto que mostra um avião em chamas. A imagem, compartilhada neste domingo, surge em meio à onda de violência após a morte do narcotraficante El Mencho. A divulgação aponta que o material é falso.
A fotografia foi usada em posts no Instagram e inserida em vídeos, com a legenda de ataque ao aeroporto. A mensagem não reconhece que o conteúdo foi adulterado. A morte de El Mencho ocorreu no mesmo dia, em operação militar, agravando a tensão na região.
Identificação da fraude e reações oficiais
Especialistas em checagem analisaram a imagem, que foi reduzida para ocultar o texto explicativo. Plataformas de IA indicaram alta probabilidade de manipulação em diversas verificações independentes. O diretor do aeroporto afirmou que a imagem não ocorreu dentro do Terminal Aéreo.
O Governo de Jalisco divulgou um comunicado oficial, sinalizando que as imagens falsas circulam com selo de alerta. A concessionária do complexo aeroportuário informou que o terminal permanece protegido pela Guarda Nacional e pela SEDENA, e que não há incidentes de risco na área de embarque.
A verificação revelou que a foto falsa foi retirada de contextos de ataque e que não há registro confiável de publicação jornalística ou fonte institucional que confirme o ocorrido. O material adulterado serve apenas para criar pânico entre passageiros e usuários.
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