- Israel enviou uma mensagem indireta ao Líbano de que atacaria fortemente infraestrutura civil, incluindo o aeroporto, caso o Hezbollah se envolva em qualquer guerra entre EUA e Irã.
- A informação foi dada por dois altos funcionários libaneses; os escritórios do primeiro-ministro israelense e da presidência do Líbano não responderam de imediato.
- Em Genebra, EUA e Irã devem realizar a terceira rodada de negociações nucleares na quinta-feira, conforme anúncio do ministro das Relações Exteriores de Omã.
- Na guerra de 2024, o Hezbollah foi duramente atingido, com a morte do líder Hassan Nasrallah e destruição de boa parte de seu arsenal.
- O atual líder do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou que o grupo não é neutro na escalada entre Washington e Teerã e que decidirá, no tempo adequado, como agir.
- Os EUA estão retirando parte de seu pessoal não essencial da embaixada em Beirute, informou um alto funcionário do Departamento de Estado.
Israel avisou ao Líbano, de forma indireta, que poderá sofrer ações contundentes caso o Hezbollah se envolva em um eventual conflito entre EUA e Irã. Segundo dois altos funcionários libaneses, a mensagem inclui ataques a infraestrutura civil, como o aeroporto, em caso de escalada militar.
Fontes disseram que o aviso foi transmitido por meio de canais discretos entre governos. O gabinete do primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e a presidência do Líbano não responderam a pedidos de comentário até o momento.
Enquanto isso, o Irã e os Estados Unidos se preparam para uma nova rodada de negociações nucleares em Genebra, prevista para esta semana, de acordo com o ministro das Relações Exteriores de Omã. A tensão entre as potências persiste diante de desconfianças sobre um possível confronto.
Em 2024, Israel lançou ataques contra o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, em uma operação que resultou na morte de lideranças e na destruição de parte do arsenal do grupo. O Hezbollah foi criado em 1982 com apoio da Guarda Revolucionária do Irã.
Naim Qassem, novo líder do Hezbollah, afirmou em discurso televisivo que o grupo não é neutro na fronteira entre Washington e Teerã e declarou que está sob risco de agressão. Ele indicou que a organização discutirá, no tempo adequado, como agir diante da situação.
Além disso, o Departamento de Estado dos EUA informou a retirada de parte de funcionários não essenciais da Embaixada dos EUA em Beirute, acompanhados de familiares elegíveis, como medida de precaução diante das tensões regionais.
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