- Kim Yo-jong, irmã de Kim Jong-un, foi promovida de subdiretora a diretora de departamento do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores, durante o IX Congresso do partido.
- Embora o texto oficial não indique o departamento, especialistas citados pela Yonhap sugerem que pode ser o Departamento de Propaganda, onde ela atuou anteriormente, e ela foi reeleita como membro suplente do bureau político.
- A mudança marca o retorno ao cargo de liderança após cinco anos, reforçando sua influência na cúpula norte-coreana.
- Seul acompanha a movimentação de perto para entender se Kim Yo-jong terá papel nas relações com a Coreia do Sul ou em assuntos exteriores.
- Ao longo dos anos, ela tem sido vista como uma das pessoas de maior confiança de Kim Jong-un, com histórico de participação nas cúpulas de 2018 e 2019.
Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, foi promovida dentro do Partido dos Trabalhadores, o partido único da Coreia do Norte. Ela subiu de subdiretora a diretora de departamento do Comitê Central, durante o IX Congresso do partido.
O anúncio, divulgado pela imprensa estatal, coloca Kim Yo-jong entre os 17 diretores de departamento do novo Comitê Central. Não ficou claro qual departamento comandará, mas analistas apontam para o Departamento de Propaganda, onde já atuava como subdiretora.
Durante a sessão plenária de segunda-feira, Kim Yo-jong também foi reelegida como membro suplente do burô político do Comitê Central, retornando ao cargo após cinco anos.
Reação sul-coreana e leitura externa
Na Coreia do Sul, autoridades do Ministério da Unificação disseram que o governo observa de perto a possível participação de Kim Yo-jong no manejo das relações com o Sul ou com o exterior. A leitura é de que a influência da irmã é reconhecida na cúpula.
Especialistas destacam o papel discreto, porém decisivo, de Kim Yo-jong ao longo dos anos. Nascida em 1987, ela costuma acompanhar Kim Jong-un em events públicos e exerce forte proximidade com o líder, segundo análises de especialistas.
Além disso, Kim Yo-jong teve participação central em encontros de 2018 e 2019 entre Kim Jong-un, líderes sul-coreano e presidentes dos EUA, moldando a diplomacia de então. O interesse é entender se a nova função amplia esse efeito na política externa.
Contexto histórico da influência
Analistas consideram-no como a figura de maior confiança de Kim Jong-un, atuando como uma espécie de chefe de gabinete e conselheira de segurança. Alguns a descrevem como potencia de alta relevância para decisões estratégicas do regime.
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