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Purga militar na China afeta comando e prontidão, aponta estudo

Purga militar chinesa compromete comando e prontidão; estudo aponta deficiências temporárias até o preenchimento de vagas, com modernização em curso

Zhang Youxia, vice chairman of China's Central Military Commission meets with White House national security adviser Jake Sullivan at the Bayi building in Beijing
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  • Purges de corrupção na defesa chinesa estão provocando deficiências no comando e podem ter prejudicado a prontidão das forças armadas.
  • O Centro de Estudos de Defesa Internacional (International Institute for Strategic Studies) diz que as purgas ainda não foram completas, atingindo a Comissão Central de Forças Armadas, comandos de teatro, aquisição de armas e defesa.
  • O corpo supremo de comando foi reduzido a apenas dois membros: o presidente Xi Jinping e o vice-presidente Zhang Shengmin.
  • O relatório indica que promoções por ligações, falhas contratuais em armas e queda de moral podem ter impacto de curto prazo, mas a modernização deve continuar.
  • A China continua a projetar poder no Indo-Pacífico, com maior atividade perto de Taiwan em 2025, enquanto Xi comentou publicamente sobre a campanha anti-corrupção.

A China continua a enfrentar purgas no seu aparato militar, com impactos observáveis na cadeia de comando e na prontidão das forças armadas. Um estudo do International Institute for Strategic Studies (IISS) aponta deficiências significativas na estrutura de comando enquanto o país acelera sua modernização.

O relatório, parte do Military Balance anual, ressalta que as purgas ainda não terminaram, atingindo a Comissão Central de 1a. linha, comandos regionais, aquisição e desenvolvimento de armamentos, além de instituições de defesa. O efeito, segundo a análise, é que o PLA opera com lacunas até que as vagas sejam preenchidas.

Zhang Youxia, veterano aliado do presidente Xi Jinping, foi colocado sob investigação em janeiro, e He Weidong foi expulso em outubro passado. O processo reduziu o núcleo de comando de sete membros para apenas dois: Xi como presidente da CMC e Zhang Shengmin como vice.

Impacto na prontidão e no modernização

Se promoções ocorreram por conluios, se armas defeituosas chegaram por falhas contratuais e a moral ficou abalada, o texto indica que o purge provavelmente terá efeito de curto prazo. Ainda assim, a modernização deve seguir em ritmo acelerado.

O estudo enfatiza a atuação externa de Pequim no Indo-Pacífico, com maior presença militar em apoio a reivindicações territoriais. Também aponta aumento de deslocamentos perto de Taiwan em 2025 e que o tema da defesa segue no centro da estratégia nacional.

Xi citou a repressão em discurso público recente aos membros das Forças Armadas, reconhecendo um ano incomum e destacando avanços na educação política e na luta contra a corrupção. O relatório também observa que os gastos militares da China cresceram acima da média regional.

A participação de Pequim na segurança regional é marcada por um componente de poder projetado, com forte ênfase na defesa e na dissuasão. A fatia chinesa do total regional de gastos subiu para quase 44% em 2025, ante 37% na década anterior.

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