- Incidentes violentos envolvendo grupos islâmicos na zona tri‑fronteira entre Níger, Benin e Nigéria cresceram 90% de 2024 para 2025, segundo o ACLED.
- O número de mortes subiu para mais de 1.000 no período.
- Grupos ligados a al-Qaeda e ao Estado Islâmico ampliaram presença em Benin (Alibori e Borgou), Níger (região de Dosso) e Nigéria (estados de Sokoto, Kebbi, Niger e Kwara).
- A expansão ocorre em meio a instabilidade política regional e ataques em áreas de floresta, onde há fraca presença do Estado no noroeste da Nigéria.
- Governança fraca e fronteiras porosas facilitam recrutamento, abastecimento e controle de comunidades por jihadistas, com sinais de competição entre facções.
Militantes ligados a al-Qaeda e ao Estado Islâmito ampliam ataques na tríplice fronteira entre Níger, Benin e Nigéria, transformando corredores de passagem remotos em zonas de conflito. A informação vem de um monitor de crises.
Segundo o projeto ACLED, os incidentes violentos envolvendo grupos jihadistas na área tripla cresceram 90% de 2024 para 2025, e o número de mortes quase dobrou, ultrapassando 1 mil.
O relatório aponta que combatentes ligados a redes jihadistas atuam com mais intensidade em Benim’s Alibori e Borgou, na região de Dosso, em Níger, além de estados nigerianos como Sokoto, Kebbi, Níger e Kwara.
Essa expansão ocorre em um contexto de governança escassa e fronteiras porosas, que facilitam o deslocamento de combatentes, reabastecimento de suprimentos e estabelecimento de controle regional.
Na Nigéria, a ofensiva se intensifica no noroeste, área tradicionalmente menos afetada pelos grupos Boko Haram e ISWAP, ampliando o território de atuação das células vinculadas a redes globais.
O estudo aponta ainda que a comunicação entre facções no triângulo fronteiriço tem ganhado intensidade, o que pode indicar competição entre grupos rivais e maior escalada de violência, conforme as mensagens monitoradas.
A cooperação regional tem sido prejudicada nos últimos anos, com governos militares em Níger, Burkina Faso e Mali saindo de blocos regionais, o que enfraquece operações conjuntas de segurança.
ACLED destaca que a presença dos jihadistas na região tende a se manter, com riscos crescentes para civis e maior dificuldade de condução de operações militares e governamentais nos territórios afetados.
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