- Tommy Robinson, ativista britânico de direita, visitou o Departamento de Estado dos EUA e se reuniu com o funcionário Joe Rittenhouse.
- Robinson divulgou nas redes sociais que recebeu o convite e foi ao Departamento de Estado; Rittenhouse o exaltou como “guerreiro da liberdade de expressão”.
- O Departamento de Estado não respondeu a perguntas da Reuters sobre com quem mais Robinson se reuniu, o que foi discutido ou o objetivo da visita.
- Em fotos divulgadas, Robinson aparece examinando objetos na sala de desenhos John Quincy Adams, um dos salões de recepção do departamento.
- O contexto inclui críticas dos EUA a restrições à liberdade de expressão no Reino Unido e debates sobre regras online que, segundo Washington, podem limitar discursos políticos conservadores.
Tommy Robinson, ativista britânico de extrema-direita, visitou o Departamento de Estado dos EUA na quarta-feira, em Washington. O encontro ocorreu em meio a postagens de Robinson e de um oficial do órgão.
O visitante britânico, cujo nome real é Stephen Yaxley-Lennon, afirmou ter recebido o convite do Departamento de Estado para conversar sobre liberdade de expressão. O encontro contou com a presença de pelo menos um funcionário americano.
O interlocutor foi Joe Rittenhouse, assessor sênior do bureau de Assuntos Consulares. Em postagem, ele descreveu Robinson como um “guerreiro da livre expressão” e reforçou que a defesa da liberdade de fala é tema de diálogo com parceiros europeus.
Fotografias publicadas por Rittenhouse mostram Robinson examinando objetos na sala John Quincy Adams do Departamento, uma das salas de recepção diplomática. O conteúdo não detalha os tópicos discutidos nem o objetivo da visita.
O Departamento de Estado não informou quais outras pessoas participaram nem o conteúdo da reunião. Contatada, a representação britânica em Washington não respondeu de imediato.
Robinson é fundador da English Defence League (EDL) e, no passado, organizou protestos anti-Islã em grande escala. Em 2013, ele foi preso por usar passaporte em nome de outra pessoa para viajar aos EUA.
A visita coincide com críticas de Washington às políticas britânicas sobre liberdade de expressão, citando restrições e leis que, segundo o governo americano, limitam debates públicos. O relatório de direitos humanos de 2024 aborda esse tema.
Autoridades americanas têm dialogado com partidos de direita europeus que vêem como alvo de regras online, argumentando censura de visões anti-imigração. As discussões envolvem regras como a Digital Services Act e a Online Safety Act.
Robinson já teve histórico de ações políticas no Reino Unido e já enfrentou ações legais relacionadas a viagens. O episódio atual é visto como mais um exemplo de cooperação entre Washington e vozes conservadoras na Europa.
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