- Desaparecimento de cerca de cinquenta folhas de papéis do caso Epstein relacionadas a Donald Trump, segundo democratas da comissão da Câmara responsável pelo tema.
- Os documentos incluem relatórios do Federal Bureau of Investigation com entrevistas sobre uma denúncia de 2019 feita por uma mulher que acusa o presidente de agressão sexual décadas atrás; a acusação não foi verificada.
- A desclassificação de arquivos é a mais extensa até hoje, com mais de três milhões de registros, conforme o material divulgado.
- O Departamento de Justiça afirmou que os materiais ocultos eram apenas reservados ou duplicados e indicou a possibilidade de que os papéis pertençam a uma investigação federal em curso.
Dois pareceres da última desclassificação de arquivos de Jeffrey Epstein trazem à tona a suposta ausência de dezenas de papéis ligados a Donald Trump. Conforme relatório da comissão da Câmara dedicada ao caso Epstein, cerca de 50 páginas de documentos estariam faltando. Os papéis contêm resumos de entrevistas do FBI sobre uma denúncia apresentada em 2019 por uma mulher que acusa o presidente de agressões sexuais em décadas passadas.
Segundo autoridades, os arquivos ausentes integram registros que chegaram a ser desclassificados entre agosto do ano passado e este mês. A ausência foi apontada por democratas da comissão como parte de um conjunto maior de documentos que deveriam ter sido disponibilizados pelo Departamento de Justiça. O órgão é responsável pela liberação conforme lei, com supervisão parlamentar quase unânime no Congresso.
A relação entre Trump e Epstein já foi objeto de debate público há anos. O ex-presidente afirmou ter rompido a amizade com Epstein em 2004, dois anos antes de investigações locais em Palm Beach sobre supostas agressões começarem. Em declarações anteriores, a Casa Branca negou qualquer participação de Trump nos crimes atribuídos ao empresário, ressaltando a ausência de provas que o responsabilizem.
As investigações sobre os papéis faltantes foram iniciadas após reportagens de veículos de imprensa, incluindo The New York Times, com base em informações de fontes que tiveram acesso aos materiais desclasificados. O Departamento de Justiça informou que os itens ocultados seriam apenas reservados ou duplicados, e sugeriu outra hipótese: os arquivos podem integrar uma investigação federal em curso.
O oposicionismo politico em torno do tema envolve o escrutínio sobre a transparência na divulgação de documentos oficiais. O acesso a evidências contidas nos arquivos do caso Epstein é visto por parlamentares como essencial para esclarecer possíveis vínculos entre figuras públicas e o esquema investigado. A comissão continuará acompanhando a evolução do caso e a disponibilização de novos registros.
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