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Eleitores franceses preferem bloquear esquerda radical do poder, aponta pesquisa

Pesquisa mostra que quase dois terços querem frear o LFI no segundo turno, com RN como maior força no Parlamento e cordão sanitário contra a esquerda

A person holds a flag of the French far-left opposition party La France Insoumise (France Unbowed - LFI) party during a political rally by the alliance of left-wing parties in Montreuil, near Paris, on the first day of official campaigning for the upcoming French parliamentary elections, France, June 17, 2024. REUTERS/Sarah Meyssonnier/ File Photo
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  • Cerca de dois terços dos entrevistados pela Elabe disseram que bloqueariam o partido de esquerda radical, a França Insubmissa (LFI), do poder em um segundo turno votando em outra legenda.
  • Em contraste, apenas quarenta e cinco por cento pretendem fazer o mesmo para o Rassemblement National (RN), sugerindo que o RN não é mais visto como o mais tóxico.
  • a notícia ocorre após a morte do ativista de direita Quentin Deranque, aos 23 anos, supostamente pelas mãos de militantes de esquerda; uma assessora de um parlamentar da LFI está sob investigação.
  • o RN tem usado o argumento sobre violência de esquerda para ganhar credibilidade e hoje é o maior partido no parlamento, considerado possível vencedor em dois mil e vinte e sete.
  • líderes do RN pediram que rivais formem um “cordão sanitário” contra a LFI, e a população parece estar seguindo essa orientação segundo a pesquisa.

Os eleitores franceses querem mais bloquear o radicalismo de esquerda do que o de direita na votação de dois rounds, aponta pesquisa. Quase dois terços pretende impedir o partido LFI de chegar ao poder votando em outra legenda.

O levantamento, da Elabe, foi divulgado em Paris na quarta-feira. Cerca de 66% disseram que votariam contra o LFI no segundo turno, frente a 45% que fariam o mesmo para o RN.

A pesquisa ocorre após a morte do ativista de direita Quentin Deranque, aos 23 anos, supostamente pelas mãos de militantes de esquerda. Um assessor de um deputado do LFI está sob investigação formal pelo episódio.

O RN tem utilizado a violência extremista como elemento de credibilidade no discurso público e emergiu como maior força parlamentar do país. O partido é visto como possível vencedor das eleições de 2027 pelos eleitores.

Desde o crime, líderes do RN pedem que adversários formem um “cordão sanitário” contra o LFI. A expectativa é de que o tema impulse a polarização do debate eleitoral.

Antigos aliados de centro-esquerda, como o ex-presidente François Hollande, incentivaram o Partido Socialista a romper com o LFI, ampliando a tensão entre as siglas na política francesa.

Fonte: Inti Landauro, edição de Gabriel Stargardter e Toby Chopra.

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