- Cerca de dois terços dos entrevistados pela Elabe disseram que bloqueariam o partido de esquerda radical, a França Insubmissa (LFI), do poder em um segundo turno votando em outra legenda.
- Em contraste, apenas quarenta e cinco por cento pretendem fazer o mesmo para o Rassemblement National (RN), sugerindo que o RN não é mais visto como o mais tóxico.
- a notícia ocorre após a morte do ativista de direita Quentin Deranque, aos 23 anos, supostamente pelas mãos de militantes de esquerda; uma assessora de um parlamentar da LFI está sob investigação.
- o RN tem usado o argumento sobre violência de esquerda para ganhar credibilidade e hoje é o maior partido no parlamento, considerado possível vencedor em dois mil e vinte e sete.
- líderes do RN pediram que rivais formem um “cordão sanitário” contra a LFI, e a população parece estar seguindo essa orientação segundo a pesquisa.
Os eleitores franceses querem mais bloquear o radicalismo de esquerda do que o de direita na votação de dois rounds, aponta pesquisa. Quase dois terços pretende impedir o partido LFI de chegar ao poder votando em outra legenda.
O levantamento, da Elabe, foi divulgado em Paris na quarta-feira. Cerca de 66% disseram que votariam contra o LFI no segundo turno, frente a 45% que fariam o mesmo para o RN.
A pesquisa ocorre após a morte do ativista de direita Quentin Deranque, aos 23 anos, supostamente pelas mãos de militantes de esquerda. Um assessor de um deputado do LFI está sob investigação formal pelo episódio.
O RN tem utilizado a violência extremista como elemento de credibilidade no discurso público e emergiu como maior força parlamentar do país. O partido é visto como possível vencedor das eleições de 2027 pelos eleitores.
Desde o crime, líderes do RN pedem que adversários formem um “cordão sanitário” contra o LFI. A expectativa é de que o tema impulse a polarização do debate eleitoral.
Antigos aliados de centro-esquerda, como o ex-presidente François Hollande, incentivaram o Partido Socialista a romper com o LFI, ampliando a tensão entre as siglas na política francesa.
Fonte: Inti Landauro, edição de Gabriel Stargardter e Toby Chopra.
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