Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Escola em Madrid busca proteger a identidade da Ucrânia

Centro Educativo Dyvosvit, em Madrid, oferece ensino de idioma, cultura e reforço escolar a mais de 400 estudantes deslocados, preservando a identidade ucraniana

La directora Nataliya Bondarenko, con un grupo de estudiantes en el Centro Educativo Dyvosvit en Madrid, el 21 de febrero de 2026.
0:00
Carregando...
0:00
  • O Centro Educativo Dyvosvit, em Madrid, atende mais de quatrocentos estudantes nascidos na Espanha ou deslocados, que passam aos sábados no local para aprender cultura ucraniana e reforçar o ensino espanhol.
  • As atividades incluem aulas de biologia, literatura, matemática e cultura, além de um minuto de homenagem ao quarto aniversário da guerra entre Ucrânia e Rússia.
  • A direção, representada pela diretora Nataliya Bondarenko, destaca que a escola preserva língua, cultura e memória nacional, com um acordo de continuidade dos estudos com o Ministério da Educação da Ucrânia.
  • Economicamente, as famílias pagam cerca de trinta euros para cobrir energia, material didático e salários simbólicos para as professoras voluntárias; o centro depende de apoio pontual de instituições e da comunidade.
  • Embora a maioria tenha nascido na Espanha, os alunos se consideram ucranianos e costumam retornar à Ucrânia quando possível, ainda diante dos riscos da guerra.

Um centro educativo em Madrid abre espaço para a identidade ucraniana de crianças e adolescentes da diáspora. O Centro Educativo Dyvosvit funciona aos sábados, no Instituto Luis Buñuel, em Alcorcón, com aulas em ucraniano e reforço do currículo espanhol.

Mais de 400 estudantes, entre espanhóis de nascimento ou deslocados, participam das atividades. A escola atua para preservar língua, cultura e memória nacional, mantendo o vínculo com o Ministério da Educação da Ucrânia por meio de um convênio.

O Dyvosvit surgiu há 19 anos, criado pela mãe Oksana Horin e outras famílias da diáspora. Hoje atende crianças de 3 a 18 anos, com cerca de 90 deslocados entre os alunos, segundo dados oficiais.

A iniciativa recebe apoio da comunidade e de instituições, mas vive de aporte financeiro das famílias. Cada família paga em torno de 30 euros para cobrir energia, material didático e salários simbólicos para as docentes voluntárias.

As aulas de sábado reforçam ciências, literatura, matemática e cultura ucraniana, preservando o ensino bilíngue. Enquanto isso, as crianças também acompanham o ciclo educativo espanhol, mantendo o equilíbrio entre as duas tradições.

O ambiente no pátio reúne alunos em conversa mista de ucraniano e espanhol. Banderas azuis e amarillas são exibidas por alguns jovens, em demonstração de orgulho pela pátria.

Durante o último evento, houve uma homenagem ao quarto aniversário da invasão russa. O ato incluiu leitura, cânticos do hino nacional e uma coleta para doações ao governo ucraniano no front.

Duas professoras compartilharam relatos de famílias com familiares no front de batalha, ressaltando o impacto humano do conflito. A diretora Nataliya Bondarenko descreveu a necessidade de apoio contínuo.

Entre os objetivos do Dyvosvit, está manter a identidade cultural enquanto os alunos deslocados avançam nos estudos. O centro atua como espaço de acolhimento, estudo e fortalecimento da comunidade ucraniana em Madrid.

A diretora enfatiza a ligação com a comunidade internacional e com a Embajada da Ucrânia na Espanha, além de parcerias com o poder público local. Mesmo com reconhecimento, o suporte financeiro permanece essencial para a continuidade.

A instituição segue contando com o compromisso de docentes que atuam nos fins de semana e com o empenho das famílias para oferecer educação estável, segurança emocional e continuidade escolar às crianças da diáspora.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais