Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Europa continuará a crescer, aponta estudo

Livro mostra que a União Europeia funciona como bem comum: expansão externa e aprofundamento interno se fortalecem para evitar a tragédia dos recursos partilhados

Flags of the European Union countries are gathered together ahead of the EU enlargement ceremony April 30, 2004 in Dublin.
0:00
Carregando...
0:00
  • O livro From Club to Commons defende que a União Europeia funciona como um bem comum, com Estados-membros compartilhando recursos e regras.
  • Os autores comparam as ideias de Elinor Ostrom com a integração europeia, mostrando que a UE se atualiza por necessidade, não apenas por vontade de ampliar.
  • Países e empresas de fora da UE têm acesso aos bens europeus, o que aumenta vulnerabilidades e exige cooperação mais estreita.
  • Crises como a pandemia e crises financeiras mostraram que a defesa do mercado interno demanda avanços na integração.
  • Segundo a obra, ampliar a participação externa e aprofundar políticas internas ocorrem simultaneamente para evitar a “tragédia dos comuns” e beneficiar a todos.

A nova obra From Club to Commons: Enlargement, Reform and Sustainability in European Integration propõe que a visão da União Europeia como um clube é enganosa. O livro compara a UE aos assentamentos de Ostrom, onde comunidades compartilham recursos para evitar desperdícios e sabotagens. Segundo os autores, o interesse comum molda regras e instituições.

Erik Jones e Veronica Anghel argumentam que a UE não é um clube exclusivo, pois bens europeus são acessíveis a fora da União. Países e empresas, assim como migrantes e estudantes, participam de recursos como o mercado interno, o euro e a defesa comum. Outsiders trazem utilidade estratégica para a segurança europeia.

A obra enfatiza que crises passadas — desde a crise do euro até a pandemia de COVID-19 — mostraram a necessidade de cooperação. A resposta inclui integração compartilhada, como compras conjuntas de vacinas e emissão de dívida para estimular economias afetadas, fortalecendo a ideia de uma comunidade mais inclusiva.

Para os autores, o avanço não depende apenas de vontade política interna. Há, ainda, resistência interna a políticas da UE, como o fortalecimento da união bancária e ajustes na coordenação de defesa. A tensão interna pode atrasar decisões e abrir brechas para pressão externa.

O livro aponta que a UE atua em dois eixos simultâneos: reformar políticas internas e buscar acordos com países não membros. Exemplos citados incluem acordos com a Ucrânia em defesa, telecomunicações e energia, além de avanços no mercado único e na proteção de direitos anticorrupção.

Essa dinâmica de abertura externa tem gerado debates sobre o ritmo de adesão de novos membros. A questão de incluir outsiders, como a Ucrânia, aumenta a necessidade de regras de governança e, por vezes, de reformas institucionais para evitar erosões legais internas.

Segundo os autores, o processo de cooptar parceiros externos não é automático nem uniforme. Casos como a Hungria mostram que, mesmo com avanços, há tensões que podem comprometer decisões sobre a Ucrânia e limitar o ritmo de integração de novos participantes.

A autora e o autor destacam que a UE, ao mesmo tempo em que amplia sua área de atuação, reforça mecanismos de disciplina entre os Estados membros. O resultado é uma estrutura que busca equilibrar reformas internas com maior cooptação de atores externos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais