- O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, chegou ao Caribe nesta quarta-feira e iniciou conversas com líderes da região sobre uma crise humanitária em Cuba que pode destabilizar a área.
- Rubio participou de uma reunião fechada da CARICOM em São Cristóvão e Nevis e deve manter contatos bilaterais com líderes regionais, com foco em migração e combate ao tráfico.
- A administração de Donald Trump tem bloqueado remessas de petróleo para Cuba, aumentando a pressão após a saída de Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, aliado histórico de Havana.
- Trump ameaçou tarifas para países que enviarem energia a Cuba e pediu que os líderes cubanos cheguem a um acordo para evitar agravamento da crise humanitária.
- Antes da chegada, o primeiro-ministro de Jamaica, Andrew Holness, pediu resposta coletiva da CARICOM e ressaltou que um Cubo instável pode afetar toda a região; o host da reunião, Terrance Drew, afirmou que a CARICOM deve facilitar o diálogo sobre o futuro de Cuba.
Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, chegou ao Caribe na quarta-feira e iniciou reuniões com líderes da região para tratar da crise em Cuba, que preocupa também a estabilidade regional. Oficiais dizem que a crise humanitária pode ter efeitos além das ilhas.
Em Saint Kitts e Nevis, Rubio participou de uma reunião a portas fechadas com a CARICOM, bloco que reúne 15 estados-membros e cinco associados. O objetivo é discutir ações para reduzir migração irregular e combater o tráfico de drogas, entre outros temas.
A visita ocorre depois que a administração Trump intensificou o bloqueio a remessas de petróleo para Cuba, após a retirada do presidente venezuelano Nicolás Maduro, considerado aliado de Cuba, em 3 de janeiro. Ainda não há sinal de flexibilização por parte de Washington.
Rubio deixou Washington após o discurso do State of the Union, no qual o presidente Trump prometeu restaurar a segurança e a liderança dos EUA no Hemisfério Ocidental. O governo também tem pressionado pela cooperação regional para frear o fluxo de recursos ao regime cubano.
Regional concern
Antes da chegada de Rubio, o primeiro ministro jamaicano, Andrew Holness, pediu uma resposta coletiva da CARICOM à crise cubana, que não integra o bloco, mas mantém laços com ele. Cuba envia médicos e professores para países vizinhos, enquanto Washington incentiva mudanças nesse programa.
Holness ressaltou que o sofrimento humanitário não fica apenas em Cuba e pode afetar migração, segurança e economia na região. Em virtude disso, o líder jamaicano pediu diálogo construtivo entre Cuba e os EUA visando desescalada, reformas e estabilidade.
O anfitrião da reunião, o primeiro ministro de Saint Kitts e Nevis, Terrance Drew, afirmou que a CARICOM deve funcionar como canal de diálogo sobre o futuro de Cuba. Ele destacou que uma Cuba instável representa risco a todos os países da região.
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