- Mais de mil e setecentos africanos lutam pela Rússia na guerra na Ucrânia, com números acima de 1.780 segundo o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia.
- Kiev afirma que a Rússia está tentando recrutar cidadãos africanos por meio de enganação, incluindo promessas de empregos e uso da dark web.
- Os combatentes africanos vêm de trinta e seis países do continente; autoridades russas negam recrutamento ilegal.
- O ministro de Relações Exteriores de Gana diz que muitos foram enganados, sem formação militar, e que o país liderará ações para coibir redes de recrutamento, durante a presidência da União Africana.
- Há conversas em curso com governos africanos para evitar que seus cidadãos caíam nessas estratégias.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, afirmou em Kyiv que mais de 1.780 cidadãos africanos lutam ao lado da Rússia na guerra na Ucrânia. Ele ressaltou que Moscou estaria enganando essas pessoas para recrutá-las.
Sybiha participou de uma coletiva de imprensa ao lado do ministro das Relações Exteriores de Gana, destacando que há diálogos com governos africanos para evitar que cidadãos sejam atraídos por tais esquemas. Gana assumirá a presidência do bloco regional da União Africana no próximo ano.
Segundo o chanceler ucraniano, os combattantes africanos provêm de 36 países do continente. A Rússia nega recrutamento ilegal de cidadãos africanos para as Forças Armadas, mas relatos sobre promessas de empregos que levam à linha de frente têm ganhado notoriedade.
O ministro de Gana, Samuel Ablakwa, afirmou que muitos africanos caíram em golpes na dark web, recebendo promessas de empregos simples. Ele disse que esses recrutados não possuem formação militar ou histórico de segurança.
Ablakwa demonstrou solidariedade à Ucrânia e pediu o fim do conflito, que completou quatro anos recentemente. Ele pretende pedir ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, a libertação de dois prisioneiros de guerra ganeses capturados lutando para a Rússia.
Gana também sinalizou que promoverá campanhas de conscientização sobre redes de tráfico humano que recrutam por meio de promessas enganosas, durante a presidência africana da integração regional.
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