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Americano está entre os quatro mortos na lancha interceptada por Cuba

Um cidadão americano está entre os quatro mortos; outro é ferido, e dois ocupantes da lancha interceptada por Cuba têm investigação em curso.

El viceministro cubano de Exteriores Carlos Fernández de Cossío
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  • Dois cidadãos dos Estados Unidos estavam entre os dez tripulantes da lancha de origem da Flórida; um americano morreu e outro ficou ferido.
  • A embarcação, de oito metros, foi interceptada pela Guarda Costeira de Cuba em águas cubanas; armas, munição e explosivos artesanais foram apreendidos.
  • O proprietário da lancha diz que a embarcação era de pesca e foi roubada por um empregado; o episódio ocorreu após a lancha sumir de um cais na Flórida pela manhã.
  • O Departamento de Estado dos EUA confirmou que um dos sobreviventes é cidadão americano e que outro americano está entre os feridos; há interesse de Washington em investigar o caso de forma independente.
  • O governo cubano qualificou o ocorrido como tentativa terrorista, informou que os suspeitos eram cubanos residentes nos EUA e mencionou cooperação com os Estados Unidos para esclarecer os fatos.

Dois cidadãos norte-americanos estavam entre os dez tripulantes de uma lancha procedente de Florida interceptada pela guarda costeira de Cuba. Quatro ocupantes morreram e seis ficaram feridos, em um tiroteio ocorrido nas águas cubanas. A embarcação tinha sido detectada dentro da área territorial cubana, no Cayo Falcones, segundo o governo de Havana.

O Departamento de Estado dos EUA confirmou que um dos mortos e um dos feridos eram americanos. Outro ocupante possuía visto K-1, destinado a estrangeiros que vão casar com cidadãos dos EUA. Um porta-voz também informou que alguns tripulantes poderiam ser residentes permanentes. A lancha era de oito metros de comprimento e foi declarada roubada na Flórida.

Asters da investigação indicam que o barco estava atracado em um píer nos Cayos de Florida antes de sumir por volta das 9h30 da manhã de quarta-feira, conforme denúncia na delegacia do condado de Monroe. A família proprietária afirma que a embarcação foi roubada por um funcionário da empresa de construção.

Versões contraditórias e próximos passos

Segundo Havana, a lancha com matrícula da Flórida foi detectada em águas cubanas e os ocupantes teriam aberto fogo. Os guardacostas cubanos revidaram e confiscaram armas, explosivos artesanais e outros equipamentos. Entre os mortos, citou-se Pavel Alling Peña, Michael Ortega Casanova, Ledián Padrón Guevara e Hector Duani Cruz Correa.

Os sobreviventes, detidos, são Cristian Ernesto Acosta Guevara, Conrado Galindo Sariol, José Manuel Rodríguez Castelló, Leordan Enrique Cruz Gómez, Amijail Sánchez González e Roberto Álvarez Ávila. Cuba afirma que todos eram cubanos residentes nos EUA e os acusa de tentativa terrorista por estarem armados.

As autoridades cubanas destacaram a cooperação com os EUA para esclarecer o episódio e se mostraram dispostas a compartilhar informações, inclusive sobre os tripulantes e a própria embarcação. Washington ainda prometeu apurar os fatos de forma independente e falar com os sobreviventes.

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