- A Dinamarca convocou eleições parlamentares para 24 de março, antecipando o prazo máximo.
- O pleito ocorre em meio à pressão de Donald Trump para que a Groenlândia seja cedida aos Estados Unidos.
- O Folketing tem 179 cadeiras: 175 para legisladores da Dinamarca e 2 para Groenlândia e Ilhas Faróe.
- A primeira-ministra Mette Frederiksen, que busca a reeleição, destacou a defesa da segurança e o rearmamento como prioridades.
- Da crise com os EUA resultaram negociações técnicas sobre segurança no Ártico; Frederisen enfatizou que as relações com os EUA precisam ser redefinidas.
A Dinamarca anunciou a convocação de eleições parlamentares para 24 de março, antecipando o pleito em relação ao prazo máximo. A decisão foi anunciada pela primeira-ministra Mette Frederiksen, no plenário do parlamento.
O pleito determinará quem ocupará o Folketing, com 179 cadeiras: 175 para a Dinamarca e 2 para os territórios semiautônomos da Groelândia e das Ilhas Faroé. A eleição ocorre em meio a tensões com os Estados Unidos.
A data foi marcada meses antes do previsto, após Frederiksen ver o apoio a seu partido crescer em pesquisas, em meio às pressões de Washington sobre a Groelândia. A premiê pretende concorrer à reeleição.
Contexto
Frederiksen ressaltou que a Dinamarca precisa continuar se rearmando e proteger a Europa diante da Rússia, afirmando que a política de segurança permanecerá como base do governo. Ela citou que as relações com os EUA devem ser redefinidas.
Tensão com os EUA
A crise começou com a ameaça de Trump de anexar a Groenlândia, o que levou a negociações técnicas entre Dinamarca, Groenlândia e EUA sobre segurança no Ártico. Autoridades dinamarquesas rejeitam a ideia de anexação.
O governo dinamarquês reforçou a presença militar na Groenlândia e manteve críticas à posição de Washington. A situação levou a protestos no país e a debates sobre a estratégia de defesa norte-europeia.
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