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EUA e Irã avançam em negociações nucleares, afirma mediador

Progresso significativo nas negociações nucleares entre EUA e Irã, mediado por Omã; sessões técnicas ocorrem em Viena na próxima semana

Iranian Foreign Minister Abbas Araghchi speaks with Omani Foreign Minister Badr al-Busaidi.
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  • Terceira rodada de negociações indiretas entre EUA e Irã ocorreu em Genebra, com o mediador omanense dizendo que houve progresso significativo e ideias criativas; discussões técnicas devem seguir em Viena na próxima semana.
  • Enquanto o governo dos EUA aumenta a presença militar no Oriente Médio, analistas avaliam a possibilidade de ataques caso não haja acordo diplomático em breve.
  • Irã propõe suspender atividades nucleares por três a cinco anos, entrar em um consórcio nuclear regional, manter enriquecimento de 1,5% para uso médico, diluir o estoque de urânio e permitir monitoramento da Agência Internacional de Energia Atômica, se Washington separar questões nucleares de não nucleares.
  • Os EUA buscam restrições ao arsenal de mísseis de Irã e o fim do financiamento a grupos na região; o Irã exige que sanções sejam suspensas, enquanto Washington impõe novas sanções a exportação de petróleo e à produção de mísseis.
  • O contexto envolve também perspectivas de frameworks diplomáticos e a separação de questões nucleares de não nucleares para avançar as negociações.

O governo do Oman informou que houve progresso significativo nas conversações indiretas sobre o programa nuclear entre Estados Unidos e Irã. A terceira rodada de talks ocorreu em Genebra, nesta quinta-feira, com a mediação do ministro das Relações Exteriores do Oman. Segundo comunicado dele, houve troca de ideias criativas e avanços no texto de acordo, com discussões técnicas previstas para Viena na próxima semana.

O objetivo é reduzir tensões e, ao mesmo tempo, abrir espaço para um possível acordo que inclua limitações ao arsenal de mísseis e à atuação de grupos aliados na região. Enquanto isso, autoridades americanas procuram manter pressão diplomática e explorar facilitadores para avanços, sob o contexto de aumento da presença militar dos EUA no Oriente Médio.

Mulheres de médio e alto escalão do governo iraniano sinalizam que um marco seria possível se Washington separar a questão nuclear de outras demandas regionais, incluindo sanções econômicas. Pequenas sinalizações de flexibilização vêm sendo discutidas, com propostas para suspender atividades de enriquecimento por um período determinado, sob monitoramento internacional.

Progresso e posição de partes

Um diplomata iraniano afirmou à Reuters que um quadro de entendimento seria viável se os EUA aceitarem separar nuclear e questões não nucleares. Ao mesmo tempo, quatro funcionários iranianos disseram ao New York Times que Teerã propõe suspender atividades nucleares e enriquecimento por 3 a 5 anos, com participação de um consórcio regional nuclear posteriormente.

A ideia seria diluir o estoque de urânio enriquecido e ampliar o acesso de inspetores da IAEA. O Irã também buscaria que Washington aliviasse sanções, em troca de concessões para o programa nuclear. Na véspera das negociações, o Tesouro dos EUA impôs novas sanções a exportação de petróleo e à produção de mísseis do Irã.

Contextos adicionais

Os EUA destacam a necessidade de limites ao arsenial de mísseis e de restringir o financiamento de grupos regionais aliados ao Irã. Líderes iranianos têm enfatizado que qualquer acordo exigiria mudanças significativas no quadro de sanções, além de garantias de monitoramento internacional.

Analistas observam que a perspectiva de uso de força permanece entre as opções de política dos EUA, caso falhe a negociação. A administração norte-americana já tem aumentado a mobilização militar na região, o que aumenta o peso político das tratativas diplomáticas em curso.

Outros desdobramentos

Paralelamente, no cenário internacional, autoridades de Ottawa e Nova Délhi sinalizam uma retomada de cooperação bilateral incluindo comércio e energia, com foco em recursos críticos e tecnologia. Em meio a isso, a oposição na Inglaterra acompanha resultados de eleição parcial que podem indicar o humor público frente ao governo de Keir Starmer.

Em território sul-coreano, o país reativou a Comissão de Verdade e Reconciliação para investigar fraudes no programa de adoção internacional, ampliando o escopo de casos já em apuração. A revisão visa esclarecer condutas de agências e do governo, além de abrir caminhos para ações legais contra responsáveis.

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