- Imagens de destroços de ataques russos sugerem o uso do míssil de cruzeiro 9M729, cuja concepção ajudou a levar os Estados Unidos a abandonarem um pacto nuclear.
- Fragmentos foram encontrados em regiões ocidentais da Ucrânia — Zhytomyr, Lviv, Khmelnytskyi e Vinnytsia — segundo fontes da lei, com marcas e números que apontam para o 9M729.
- Analistas dizem que as evidências visuais, incluindo marcações, indicam fortemente o míssil lançado a partir de solo, com avaliação de alto grau de probabilidade pela empresa de inteligência Janes.
- De acordo com fontes, a Ucrânia já havia dito que a Rússia usou o 9M729 duas vezes em 2022 e 23 vezes entre agosto e outubro do ano passado; no dia 17 de fevereiro houve pelo menos quatro lançamentos adicionais.
- O tema intensifica preocupações europeias sobre o alcance desses mísseis — capazes de alcançar capitais europeias — e levanta questionamentos sobre compromissos de defesa dos EUA na região.
O uso de mísseis russo de alcance intermediário voltou às manchetes após imagens de estilhaços de um projétil capaz de transportar ogiva nuclear, supostamente o 9M729. A análise, feita por especialistas citados pela Reuters, sugere que o ataque ocorreu em território ucraniano, corroborando relatos anteriores de Kyiv.
Fragmentos encontrados em várias regiões do oeste da Ucrânia indicam a participação de mísseis lançados no solo. Fontes de aplicação da lei ucranianas apontaram evidências reunidas em Zhytomyr, Lviv, Khmelnytskyi e Vinnytsia. A identificação do tipo do míssil foi respaldada por marcas e números presentes nos detritos.
Segundo especialistas, incluindo Jeffrey Lewis da Middlebury College, as peças exibem características compatíveis com o 9M729. A empresa de inteligência de defesa Janes também indicou alta probabilidade de correspondência com o míssil de alcance longo.
A divulgação reforça o debate sobre o uso de mísseis que violariam acordos de controle de armas. O 9M729 pode alcançar até cerca de 2.500 km, o que coloca capitais europeias ao alcance, segundo avaliações de fontes abertas.
O Ministério da Defesa russo não respondeu a pedidos de comentário. Autoridades ucranianas destacam que, desde outubro de 2022, o uso do missile foi registrado em várias ocasiões, inclusive com danos civis significativos.
Interlocutores ucranianos e analistas destacam que o incidente amplia o escrutínio internacional sobre o cumprimento de acordos de controle de armas e sobre a resposta de países ocidentais à polêmica militar russa.
O contexto da ofensiva continua a envolver ataques a infraestruturas críticas na Ucrânia, com foco recente em redes de energia. A função estratégica dos mísseis em jogo permanece sob investigação e monitoramento internacional.
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