- Irã e Estados Unidos se reuniram em Genebra para evitar guerra, com Teerã entregando aos mediadores omanenses uma proposta sobre o seu programa nuclear.
- O ex-presidente Donald Trump alertou que pode usar a força se as negociações falharem, ampliando sanções e pressionando a região.
- As negociações são indiretas e dependem de um prazo de dez a quinze dias para avançar.
- Washington exige não apenas o fim do programa nuclear iraniano, mas também limites a mísseis balísticos e fim do apoio a grupos extremistas; Teerã quer discutir apenas o programa nuclear e pode aceitar limitar o enriquecimento em troca de sanções.
- Enquanto isso, autoridades americanas mantêm forte pressão, com sanções aplicadas a redes envolvidas na venda de armamentos e petróleo, enquanto o Irã contesta as acusações e reforça a desconfiança entre as partes.
Pessoas envolvidas em Genebra se reuniram para evitar conflito entre Irã e Estados Unidos. O encontro ocorreu nesta quinta-feira, em Genebra, com Teerã apresentando uma proposta sobre seu programa nuclear aos mediadores de Omã. Washington participa por via indirecta, buscando avanços diplomáticos diante da escalada de tensões.
A delegação iraniana era liderada pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi. Os EUA foram representados por Steve Witkoff, assessor do presidente, e Jared Kushner, filho do ex-presidente. O objetivo é manter uma rodada de negociações dentro do prazo apresentado pelo presidente norte-americano, entre dez e quinze dias.
Como ficou a proposta de Irã
Segundo informações, Irã ofereceria limitar o enriquecimento de urânio para não chegar ao nível de armas, em troca do levantamento de sanções. Partes norte-americanas teriam exigido garantias de continuidade do acordo e controle sobre mísseis balísticos e apoio a grupos na região.
Contexto e sanções
No entorno do encontro, a administração Trump havia sinalizado que pode recorrer a ações militares caso as negociações fracassem, elevando o risco de um ataque. O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou sanções que atingem redes que facilitam vendas de armamentos e petróleo provenientes do Irã, além de entidades ligadas ao Ministério da Defesa e à Guarda Revolucionária.
Reações e panorama regional
O governo iraniano reagiu denunciando uma campanha de desinformação contra o programa nuclear e os mísseis. Analistas apontam que, apesar das mensagens otimistas, persiste uma profunda desconfiança entre as partes. Países da região acompanham com preocupação o desenrolar dos contatos e o potencial desdobramento militar.
Entre na conversa da comunidade