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Museu Britânico empresta tapeçaria frágil que retrata a vida de Krishna

Vrindavani Vastra volta a Assam em empréstimo de seis meses a cada década, para a nova extensão do Museu Estadual de Assam

The nine-metre-long Vrindavani Vastra, woven 350 years ago, is the largest and earliest known work of art to feature inscriptions in the Assamese language
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  • O Vrindavani Vastra, tapeçaria de 350 anos que retrata a vida de Krishna, será emprestada do British Museum ao estado de Assam por seis meses, a partir de 2027.
  • O empréstimo depende de uma extensão a ser construída no Assam State Museum, em Guwahati, para abrigar o têxtil, considerado extremamente frágil.
  • O tecido é feito em doze tiras verticais de seda lampas e é a maior e mais antiga obra com inscrições na língua assamesa.
  • O acordo segue a linha de colaboração cultural do British Museum, que prefere empréstimos a devoluções permanentes; o objeto passou por viagens históricas, inclusive a Tibete, após a expedição de Younghusband em 1903.
  • O governo de Assam informou que a sala de exposição continuará em uso após o empréstimo, com planos de colaborar com museus ao redor do mundo para exibir artefatos ligados à história e à cultura de Assam.

O Vrindavani Vastra, tapeçaria do século XVII, deixará Assam por seis meses para retornar ao seu berço de origem. O acordo prevê empréstimo entre o British Museum, em Londres, e o governo de Assam, no nordeste da Índia.

O empréstimo começa em 2027, após o governo local prometer uma nova extensão ao Assam State Museum, em Guwahati, para abrigar o tecido. A peça é extremamente frágil e só pode ser exibida por seis meses a cada dez anos.

A tapeçaria tem cerca de nove metros de comprimento e é constituída por doze tiras de seda lampás. Representa cenas da vida de Krishna, associada a Srimanta Sankardev, figura central da cultura assamesa.

Contexto histórico

A Woolva Vastra, como também é chamada, é um item-chave na história cultural de Assam. Acredita-se ter sido tecida em um Satra, instituição religiosa e cultural da região, e viajaria posteriormente para o Tibete.

Ao longo dos séculos, o tecido percorreu rotas entre Assam e Tibete, chegando a mostras em mostras religiosas e militares. Registros indicam que esteve em mostras no Tibete até o início do século XX.

Detalhes da negociação

A parceria entre as instituições foi anunciada após visita do chefe de governo de Assam a Londres. O financiamento cobre o transporte, a construção da ampliação do museu e um programa de pesquisa no conservation facility do British Museum.

O acordo também envolve planos de digitalização e catalogação de artefatos recuperados de expedições históricas, para ampliar o conhecimento sobre o contexto da Vastra.

Desdobramentos na região

Assam espera manter a Vastra como peça permanente de memória cultural após o empréstimo. A iniciativa prevê cooperação com museus nacionais e internacionais para relevância histórica da região.

O governo local afirma que a nova ala do museu ficará disponível para exibir objetos com ligação à história, religião e cultura de Assam, fortalecendo a identidade regional.

Observação final

O British Museum mantém foco em empréstimos como prática de diplomacia cultural, evitando a devolução permanente de artefatos. A Vastra deverá retornar após o prazo acordado, com possíveis futurasjanelas de exibição.

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