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Oposição iraniana: o regime cada vez mais agressivo busca silenciar vozes

O opositor Taghi Rahmani afirma que o regime iraniano ficou mais agressivo para silenciar vozes, enquanto Narges Mohammadi enfrenta nova condenação e piora na saúde

El activista iraní Taghi Rahmani en Madrid en 2024.
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  • Taghi Rahmani, opositor iraniano, fala de Paris sobre a nova condenação de sua esposa, Narges Mohammadi, Nobel da Paz, a sete anos e meio de prisão por reunião, conspiração e propaganda.
  • Mohammadi está detida; médicos recomendam internação, mas as autoridades se recusam a transferi-la, o que pode piorar sua saúde.
  • Rahmani afirma que Mohammadi segue comprometida com o povo iraniano e a democracia, mesmo diante de prisões e condenações repetidas.
  • O país vive um amplo estalo social desde dezembro, com protestos contra inflação e pobreza; o regime responde com repressão cada vez mais agressiva.
  • O regime negocia um acordo nuclear com os Estados Unidos; Rahmani diz que há desejo de evitar guerra, mas há pouca oposição real e descontentamento generalizado.

O opositor iraniano Taghi Rahmani, marido da ativista Narges Mohammadi, fala a partir de Paris sobre a detenção recente da esposa. Mohammadi foi condenada em 7 de fevereiro a sete anos e meio de prisão por reunião, conspiração e propaganda. O caso ocorre em meio a protestos no Irã.

Rahmani informou que não tem informações sobre Mohammadi desde a detenção, descrevendo-a como debilitada. Segundo ele, médicos recomendam internação, mas as autoridades não autorizam a transferência para o hospital. A condenação agrava problemas de saúde já existentes.

O marido ressalta o compromisso de Mohammadi com o povo iraniano, afirmando que ela busca a liberdade e a democracia, mesmo diante de prisões repetidas. Ele descreve a mobilização como parte de uma resistência contínua contra o regime.

Taghi Rahmani é figura conhecida no país, com 14 anos de prisão por ativismo democrático. O casal organizava atos públicos para denunciar abusos do governo, frequentemente dispersos pela polícia. Em 2009, Rahmani apoiou Mehdi Karroubi, figura reformista do sistema.

O Irã viveu um amplo surto de protestos no ano passado, desencadeado por inflação e pobreza. A repressão tem aumentado, com críticas internacionais sobre o uso da força. A pressão interna persiste, enquanto parte da população clama pela mudança do regime.

O regime mantém negociações nucleares com os Estados Unidos, em meio a tensões regionais. Analistas dizem que o governo iraniano tem feito concessões para evitar um conflito. O povo, segundo Rahmani, não deseja uma guerra nem perder a vida por um regime, mas também não aceita permanecer sem mudanças.

Narges Mohammadi seguirá lutando por mudanças políticas desde a prisão, segundo o relato de Rahmani, que sustenta sua visão de futuro para o país, apesar das sanções e das detenções.

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