- A Rosatom disse que continuará seus projetos de usinas nucleares no exterior e manterá os compromissos, mesmo com novas sanções britânicas a empresas ligadas aos seus projetos.
- Reino Unido incluiu três subsidiárias da Rosatom vinculadas a projetos no exterior nas sanções mais recentes, por considerar que atuam para fechar contratos de novas instalações nucleares no exterior.
- A Rosatom não está sob sanções; a empresa afirma que restrições unilaterais são ilegítimas e que a segurança nuclear é prioridade.
- Em 2024, a Rosatom tinha o maior portfólio mundial de projetos de usinas nucleares no exterior, com 33 unidades de grande capacidade, atuando em países como Turquia, Egito, China, Bangladesh, Hungria e Cazaquistão.
- No Cazaquistão, a agência atômica local disse que as sanções britânicas não afetam a construção da primeira usina nuclear, pois não há contratos com entidades sancionadas nem planos de envolvimento de subcontratados sancionados.
Rosatom, estatal russa, afirmou nesta quinta-feira que continuará com projetos de usinas nucleares no exterior e manterá seus compromissos, mesmo após sanções britânicas. As medidas atingiram três subsidiárias ligadas a projetos estrangeiros, segundo Londres.
O governo britânico disse que as subsidiárias estão envolvidas em buscar contratos para novas instalações nucleares russas no exterior, abrindo receitas adicionais para compensar a queda de receitas com petróleo. Rosatom classificou as restrições unilaterais como ilegítimas sob o direito internacional e ressaltou que a segurança é prioridade em energia nuclear pacífica.
A empresa não está sujeita a sanções, informou a Rosatom, que mantém o papel de maior construtora de usinas nucleares do mundo, com participação estimada em 90% do mercado global e um portfólio de 33 grandes unidades no exterior. Projetos atuais incluem instalações na Turquia, Egito, China, Bangladesh, Hungria e Cazaquistão, entre outros.
Projeto no Cazaquistão
Em junho de 2025, o Cazaquistão escolheu a Rosatom para liderar um consórcio internacional que construirá a primeira usina nuclear do país. A Agência Nuclear do Cazaquistão (KAEA) informou que as sanções britânicas não afetarão a construção, pois não há contratos com entidades sancionadas nem planos de envolvimento como subcontratados.
A KAEA afirmou que as obras seguem conforme o cronograma e que acompanha as políticas de sanções de outros países, avaliando riscos. O andamento da construção permanece sob supervisão da agência, que ressaltou a autonomia de decisões contratuais locais.
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