- A jovem Ksenia Koldin, 21 anos, conseguiu resgatar o irmão Sergii, que estava em um campo de reeducação na Rússia, e voltou com ele para a Ucrânia.
- Sergii tinha dez anos quando foi encaminhado para a Rússia durante o início da invasão; a família de acolhimento contribuiu para o indo dele, com ele ficando em Abinsk, Krasnodar, enquanto Ksenia permaneceu na Ucrânia.
- O caso de Koldin exemplifica a retirada de menores ucranianos pela Rússia desde fevereiro de dois mil e vinte e dois; o governo ucraniano estima mais de dezenove mil e quinhentos, enquanto a Universidade de Yale eleva a lista para até trinta e cinco mil.
- Koldin enfrentou pressão de familiares de acolhimento e de autoridades russas para que Sergii ficasse; com apoio da organização Save Ukraine, conseguiu localizar o irmão e abrir caminho para o retorno.
- Hoje os dois irmãos vivem em Kiev; Sergii, com quatorze anos, está com uma família ucraniana e continua os estudos, enquanto Ksenia segue o curso de jornalismo.
Ksenia Koldin, de 21 anos, conseguiu resgatar seu irmão Sergii, 14 anos, após ele ter sido afastado da família de origem e encaminhado a um campo de reeducação na Rússia. A história ganhou destaque ao ser apresentada no Foro Global para a Reconstrução da Ucrânia, em Madrid.
Natural de Járkov, no leste da Ucrânia, Koldin descreve o processo de lavagem cerebral como uma manipulação gradual e sutil, dirigida por redes locais de apoio à ocupação. Com a maioridade recém-completada, ela passou a organizar a volta do irmão para território ucraniano.
Sergii, então com 10 anos, foi separado da família biológica após a invasão russa de 2022. A criança acabou sob influência de contatos que o convenceram a aceitar uma estadia em centros de reeducação na Rússia, segundo o relato da irmã.
O caso de Koldin e Sergii reflete um padrão observado desde fevereiro de 2022, quando o governo ucraniano estimou milhares de crianças deportadas ou afastadas para fins de doutrinação. A cifra oficial de Kiev aponta mais de 19 mil casos, com estimativas independentes elevando o total para cerca de 35 mil.
Koldin relatou que, no início, a ideia de que Sergii passaria um período de reeducação parecia apenas promissora para a família anfitriã que o abriga na região de Belgorod. A jovem descreve pressão comunitária e contatos que apresentavam as instituições como seguras oportunidades de convivência.
Enquanto Sergii esteve em um centro de reeducação, Koldin iniciou atividades profissionais e manteve a esperança de reuni-los. A jovem afirma ter enfrentado obstáculo de recepção difícil na busca por facilitar o retorno, incluindo resistência de familiares de acolhimento na Rússia.
O desfecho ocorreu em maio de 2023, após meses de negociação entre autoridades russas, serviços sociais ucranianos e organizações intermediárias. Sergii aceitou retornar a Kiev com a irmã, passando por um período de ajustes com uma família anfitriã na capital até se adaptar à vida na Ucrânia.
Hoje, os irmãos vivem em Kiev: Sergii estuda com regularidade e mora com uma família local, enquanto Koldin cursa o terceiro ano de jornalismo. A jovem afirma que Sergii rejeita discutir a vida na Rússia e demonstra sinais de bem-estar ao longo do tempo.
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