- O Brasil solicitou aos países que apresentem planos de ação para a transição dos combustíveis fósseis e para o combate ao desmatamento.
- O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, ofereceu um plano de ação voluntário e pediu propostas até 31 de março, encaminhadas pela agência climática da ONU.
- A iniciativa não é obrigatória nas negociações formais da COP, mas busca caminhos práticos para atingir metas já acordadas.
- Mais de 190 países concordaram em reduzir a dependência de combustíveis fósseis na COP28, em Dubai, em 2023, porém o progresso tem sido limitado.
- A Colômbia sediará uma conferência internacional sobre a transição dos combustíveis fósseis em abril, e a COP31 será realizada em novembro na Turquia, com a Austrália à frente das negociações.
O Brasil, anfitrião da COP30, pediu que países apresentem propostas para a transição dos combustíveis fósseis e para o combate ao desmatamento. A iniciativa fica no contexto de negociações internacionais que se aproximam na Colômbia e na COP31. A solicitação partiu do presidente da COP30, André Corrêa do Lago, por meio de uma carta.
Segundo o documento, a ideia é organizar um plano de ação voluntário para a transição energética, aberto a adesões. O convite foi encaminhado pela própria entidade climática da ONU, com data-limite até 31 de março.
O movimento não depende de acordos oficiais da COP, explicou Corrêa do Lago. Ele destacou que os mapas do caminho devem ser inclusivos, transparentes e práticos, para facilitar a implementação de metas já acordadas.
Contexto da COP30
A COP30 terminou em Belém sem menção explícita aos combustíveis fósseis, após resistência de grandes produtores. A proposta brasileira busca compensar esse afastamento com um plano voluntário.
Mais de 190 países haviam se comprometido, na COP28, a abandonar progressivamente os fósseis, porém com avanços limitados desde então. A ideia é identificar barreiras e alavancas para acelerar a transição.
Perspectivas e próximos eventos
A Colômbia sediará uma conferência sobre a transição em abril, com foco na mobilização de ações práticas. Em novembro, a Turquia organizará a COP31, com a Austrália liderando as negociações.
A carta brasileira pede aos países que apontem barreiras econômicas, financeiras ou tecnológicas que atrapalham a mudança. Também estimula sugestões de impulsos econômicos, sociais e tecnológicos para o processo.
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